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Ponto e Contraponto: Estado de Direito Sempre!

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

 “No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.”

As cartas em defesa da democracia e do sistema eleitoral brasileiro, lidas na quinta-feira, 11, em São Paulo, tem mais do que um valor simbólico na atual conjuntura do Brasil. É um momento histórico que demonstra a capacidade de organização suprapartidária em defesa do Estado de Direito e amplia a legitimidade do processo eleitoral comprovadamente seguro e respeitado internacionalmente. Também não deixa de ser um momento triste pela sensação de retrocesso. A consolidação do processo democrático deveria ser o curso normal da história. O contrário é temeroso. A gravidade do momento é traduzida pelo tanto que os dois documentos reuniram em torno de si. Instituições, entidades, pessoas de pensamentos diversos e até antagônicos se uniram pelo mesmo objetivo, desprendendo esforço de energia para defender óbvio. Resta a vigília permanente.

Dois movimentos

Importante relacionar que a mobilização ocorreu em duas frentes, demonstrando o seu caráter plural. Uma delas nasceu no âmbito da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) sendo endossada por mais de 100 entidades como centrais sindicais, Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Fecomércio, Academia Brasileira de Ciências, UNE (União Nacional dos Estudantes). O segundo manifesto surgiu despretensioso na Faculdade de Direito da USP com a intenção de reunir 300 assinaturas e chegou a quase 1 milhão de adesões. A data da leitura dos dois manifestos, que se repetiu em horários distintos por todo o país, 11 de agosto, também tem seu significado: marca a criação dos cursos de direito no Brasil. Paradoxalmente, a entidade que representa a classe de advogados, a OAB não assinou o documento, preferindo por manifesto paralelo.

 Os desafios do censo

A segunda semana do censo em Passo Fundo teve clima de normalidade, se comparada a primeira semana de trabalho. Os primeiros dias foram marcados por ameaça de morte, síndico proibindo a entrada de recenseador e falta de pessoal para coleta de dados. O Censo já começou com dois anos de atraso, orçamento reduzido, dificuldades na contratação e enfrenta o desafio de fazer a população colaborar. O chefe da agência local do IBGE, Jorge Bilhar, com experiência de ter participado em outros quatro censos demográficos, manifestou preocupação com episódios que nunca ocorreram com esta gravidade.

Atraso

A falta de recenseadores atinge especialmente municípios pequenos da região como Marau Victor Graeff, Camargo, Vila Maria, Pontão, Sertão Coxilha. O IBGE vai abrir novas etapas de inscrições para completar o quadro, e já trabalha com a hipótese de atraso na coleta de dados e também resultados.

 Ânimos

Meta do MDB no interior é apaziguar os ânimos e seguir o estatuto partidário. É o que está fazendo o diretório municipal de Passo Fundo. Segundo o presidente Luciano Fortes, a convenção registrou a vontade da maioria e agora é unir forças e defender as candidaturas do partido.

Candidatos locais

O diretório municipal do Progressista acabou com um nome local na lista de candidatos a deputado estadual. É Cristiane Barbiero que disputa agora uma das cadeiras da Assembleia.

Rápidas

– Candidato ao governo, empresário Roberto Argenta (PSC) estará em Passo Fundo no sábado, cumprindo agenda de campanha. Atividades estão concentradas no turno da tarde.

– Campanha oficial começa na terça-feira. Será a vez do vale-tudo nas redes sociais?

 

 

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