Vereador quer o ensino de Libras nas escolas municipais
O vereador Gleison Consalter (PDT), quer incluri a Língua Brasileira de Sinais (Libras) no currículo escolar. Professor de carreira, conhece a rotina escolar e as dificuldades do ensino e do aprendizado. Como professor de educação física, ele próprio sentiu dificuldades para promover a interação entre alunos com deficiência auditiva e o restante da turma e mesmo para passar as orientações de aula.
O principal motivo da proposta, ressalta, é buscar a inclusão da comunidade surda na sociedade, considerando também que, na infância, há uma maior facilidade de se aprender uma nova língua, como a Libras. “Nosso trabalho como legislador tem como base o bem-estar de toda população, independente de ter ou não alguma limitação, mas principalmente amparar os que são esquecidos por nossas leis. Visto isso, esse projeto de lei é de extrema importância para a inclusão social, sendo que muitas vezes os deficientes auditivos nascem em famílias ouvintes, com isso as interações acabam sendo limitadas e o aprendizado das crianças, por vezes, fica reduzido”, descreve o vereador.
Dados do IBGE aumentam a relevância de iniciativas do tipo, considerando que a deficiência auditiva afeta cerca de 10 milhões de brasileiros. No entanto, para o vereador Gleison, muito além desse público, o ensino de Libras representaria benefícios para todos os estudantes. “Esse projeto é uma forma de política pública de inclusão, que irá auxiliar o desenvolvimento das crianças, não somente das surdas e sim de todos os alunos que terão conhecimento para futuramente socializar com a língua brasileira de sinais em diferentes lugares por onde passarão. Somente com uma excelente educação escolar poderemos ter uma sociedade mais justa e consciente”, defende ele, ao explicar que a intenção é que o ensino de libras ocorra em todas as séries do ensino municipal.
O projeto para a inclusão da Língua Brasileira de Sinais no currículo escolar está nas fases iniciais de tramitação, sem prazo atualmente para apreciação em Plenário. “A matéria está passando pelas comissões da Câmara, mas já tenho tido um bom retorno dos colegas e acredito em sua viabilidade”, pondera Gleison Consalter.