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Economia

Piora da economia mundial pode esfriar inflação no Brasil, explica economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Pandemia fez com que as pessoas notassem a importância da economia, diz professora
Pandemia fez com que as pessoas notassem a importância da economia, diz professora

O mundo já tem como muito provável uma recessão mundial da economia para os próximos meses, com acentuado em 2023./A contração do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos pelo segundo trimestre seguido e indicadores econômicos na Europa são o principal indicador deste temor mundial de piora econômica.

Como medida de conter uma inflação que assola a Europa e os Estados Unidos, os bancos centrais mundiais elevam a taxa de juros em um mecanismo conhecido e já adotado há alguns meses no Brasil. Mas, será que uma nova recessão, dois anos após a última, poderia impactar de que forma o Brasil? Sobre este assunto a Uirapuru conversou com o professor e doutor em economia da UPF, Julcemar Zilli.

Ele explicou que o atual momento de retração econômica e a recessão tem como pano de fundo ainda os efeitos da pandemia, em especial a paralisação total de locais da China devido a novos casos de Covid-19 e, por último, os conflitos entre Ucrânia e Rússia.  Zilli destacou que esta crise econômica mais acentuada estará presente na maioria dos países, com efeitos diferentes. Em 2023 a atividade econômica não deve crescer no Brasil, mesmo com período eleitoral.

O Brasil antecipou a taxa de juros para controlar a inflação e os efeitos da recessão internacional serão sentidos em menos exportação.  Mandando menos produtos para fora a tendência é de redução em alguns preços no mercado interno nacional, esfriando, em partes, a inflação no Brasil, finalizou Zilli, ponderando que isso depende que a atividade econômica brasileira se mantenha.