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Ponto e Contraponto: Um sinal de PARE explícito

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A Carta pela Democracia que, até o encerramento desta coluna tinha reunido 220 mil assinaturas e pretende chegar a meio milhão até 11 de agosto, é um sinal de PARE explícito ao avanço da ameaça autoritária no Brasil, às vésperas da eleição. Reúne empresários, banqueiros, artistas, juristas, ministros e desembargadores de tribunais, instituições como Fiergs, Febraban, universidades e pessoas de diferentes interesses políticos e econômicos. O movimento lembra outra mobilização histórica do país o da Carta aos Brasileiros, de 1977, quando as forças representativas decidiram se mobilizar pela instituição de um ‘Estado de Direito Já’, ao pedir o fim da vigência do AI-5-1968, que promovia perseguições, torturas e proibições de manifestações populares, sob o regime militar. A convergência dos dois atos se dá pela representatividade e para reafirmar o Estado de Direito. O manifesto foge da polarização, não cita nomes e investe na neutralidade ideológica em defesa da Democracia. É resistência e um recado direto para quem ousar rompimento.

Hackers

Disponível para quem quiser assinar, a carta em defesa da democracia e do processo eleitoral já sofreu mais de 2,3 mil ataques hackers. Os organizadores tentam se livrar destes ataques implantando medidas de segurança. A assinatura pode ser feita pelo seguinte endereço: https://www.estadodedireitosempre.com

Tendência

O deputado estadual Gabriel Souza fez sua inscrição para a convenção do MDB, no domingo, 31. Fontes do partido afirmam que há forte tendência de aliança com o PSDB de Eduardo Leite. Os 72 convencionais do diretório é quem decidirão. E essa mesma fonte afirma que eles “são pessoas que tem todas as condições de decidir por si só”.

Efeito

Uma provável candidatura de Lasier Martins a deputado federal será muito melhor para o Podemos, do que ao Senado. É o que avaliam algumas lideranças. Lasier poderá ser um bom puxador de votos para o partido e conseguir emplacar três cadeiras na Câmara dos Deputados. Mas tudo ainda vai depender do destino do MDB e do PSD.

Interferência

A informação lançada pelo PT nacional de que Beto Albuquerque (PSB) teria desistido da candidatura acabou com qualquer possibilidade de aproximação das duas siglas aqui no Rio Grande do Sul. A atitude do PT foi vista com uma interferência inapropriada e rechaçada pela direção estadual dos socialistas. O PSB não só confirmou Beto como candidato, como disse não haver hipótese de compor com Edegar Preto, sendo vice na chapa. Se Beto segue na disputa ou não quem vai dizer será ele mesmo, depois da reunião com a direção nacional.

Sob protesto

Beto fica em Brasília até sábado, onde participa da convenção nacional que vai ratificar Geraldo Alckmin como vice de lula. Nas redes sociais postou antes de embarcar: “Lamento, mais uma vez, a disseminação de mentiras, de fake News, envolvendo o meu nome. Qualquer decisão sobre candidatura minha sempre será resolvida dentro do meu partido, com respeito e transparência”.

Dipp ao Senado
O PDT já se prepara para ter chapa pura na disputa a governo do Estado e trabalha com a possibilidade de o ex-prefeito de Passo Fundo ser candidato ao Senado Federal. Na posição de vice da chapa, o pré-candidato ao governo Vieira da Cunha, trabalha para que a indicação seja uma mulher. Na convenção de sábado, o PDT vai confirmar Vieira ao governo e autorizar a executiva a firmar aliança com outros partidos. Se isso não ocorrer, o partido está preparado para disputar sozinho.

 

 

 

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