Ponto e Contraponto: O pragmatismo e a política
Enquanto pobres mortais cidadãos e cidadãs rompem relações com amigos e familiares por conta da tal de ‘ideologia política’, que muitas vezes não conseguem sequer definir entender do que se trata, os políticos, pelos quais brigam e defendem, usam do pragmatismo para se manter no poder. E o que seria esse tal de pragmatismo? Nada mais do que acompanhar a onda. Ficar do lado que está ganhando. Pragmático significa ser prático e ponto final. Os exemplos são os mais variados possíveis. O presidente Bolsonaro se elegeu em 2018 dizendo que iria acabar com o Centrão. Está terminando o governo, abraçado como nunca no Centrão. Jamais na história da República, houve uma liberação de recursos tão grande para parlamentares. As emendas se tornaram secretas (pra ninguém saber quem destinou e para onde vai) e passaram da casa de milhões para bilhões de reais. O pragmatismo também é usual em outros campos e forças políticas. Na última eleição que o ex-presidente Lula participou, seu principal oponente foi Geraldo Alckmin, hoje é seu vice na chapa que disputa o Planalto.
Vem de fora
Mas o pragmatismo também vem de fora para dentro. Na última semana, lideranças do agronegócio, setor que foi determinante para a eleição de Bolsonaro, em 2018, anunciaram apoio a Lula em 2022. O MDB, que tem candidata própria (pelo menos por enquanto) senadora Simone Tebet, vai apoiar a campanha do petista em 11 estados. Vamos lembrar que na última eleição, aqui no Estado os dois candidatos que chegaram no segundo turno: José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB) estiveram ao lado de Bolsonaro.
Seja pragmático
No ‘frigir dos ovos’, você que está lendo esta coluna e indignado com o seu vizinho que não apoia o mesmo candidato que o seu, dá uma acalmada e seja como os políticos são e não como eles querem que você seja. Seja pragmático e na hora do voto. Vote em quem tem projeto, propostas para realmente resolver os problemas práticos e reais das nossas vidas.
Luciano oficializa pré-candidatura
Pelas redes sociais, o ex-prefeito de Passo Fundo Luciano Azevedo oficializou, nesta quinta-feira, a pré-candidatura a deputado federal. Esta semana, ele esteve reunido com o presidente nacional do PSD, em São Paulo, Gilberto Kassab. A chapa de candidatos a deputado federal no RS será competitiva e vai buscar de duas a três cadeiras na Câmara dos Deputados. Dentre os nomes de aposta do PSD está o de Luciano. Entre prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças, ele já tem garantido apoios em 272 municípios.
Juliano faz pré-lançamento
O ex-deputado estadual e presidente do PCdoB gaúcho, Juliano Roso faz pré-lançamento da candidatura a deputado estadual, no dia 30 de julho, às 16h, no Sindicato dos Metalúrgicos, em Passo Fundo. Juliano tem apoio formalizado em 138 municípios, além da Confederação dos Trabalhadores do Brasil (CTB). Fará dobradinha com os quatro candidatos a federal do partido, em especial com Assis Mello, da Serra, que busca retornar à Câmara dos Deputados.
Candidatos do PSC
Os passo-fundenses Cláudio Dóro e José Monteiro foram oficializados como candidatos a deputado estadual e federal, respectivamente, na convenção do PSC, que lançou o empresário Roberto Argenta, como candidato ao governo do Estado, na quarta-feira.
Rápidas
- Eduardo Leite (PSDB) diz não se arrepender de ter renunciado ao governo sem saber que concorreria a reeleição. O resultado, segundo ele, é que pode se dedicar a campanha, sem estar atrelado às questões administrativas.
- Nunca na história do RS, se chegou ao período de convenções com tamanhas indefinições de chapas. Do total de 11, só três estão fechadas.
- O adiamento da convenção do PT mira numa possível reviravolta no PSB. Se não obtiver apoio do PDT, a candidatura de Beto Albuquerque pode se inviabilizar o que abriria espaço para negociações com o PT. A próxima semana valerá por meses.
- Com covid, Beto não deve participar presencialmente da convenção de sábado, às 9h, no teatro Dante Barone.