Após 53 anos, homem não voltou a lua por não ser necessário, afirma professor de Física
Ontem, 20 de julho, fez 53 anos que o homem pisou na lua. Um feito histórico, ainda mais em uma época tão distante e de tecnologia inferior a que temos atualmente. No entanto, muitos perguntam por quê a exploração espacial não é mais feita com missões de humanos, pousando na lua ou outro local, e sim com imagens.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o professor do curso de Física da Universidade de Passo Fundo (UPF), Alisson Giacomelli, declarou que, através do Programa Apollo, que foi um conjunto de missões espaciais coordenadas pela Nasa entre 1961 e 1972, muita tecnologia que é usada até hoje foi desenvolvida. Giacomelli tem plena confiança de que essas missões de fato ocorreram, já que amostras do solo lunar foram coletadas para análises e investigações. Conforme o professor, a lua é composta com materiais semelhantes aos encontrados na Terra.
Giacomelli também declarou que não existem provas de que algo foi plantado na lua, mas que isso seria muito difícil de acontecer, pela falta de atmosfera no único satélite natural do nosso planeta.
Segundo o professor, com as missões espaciais do Programa Apollo, muitas tecnologias foram desenvolvidas, tanto nas telecomunicações, quanto na robótica e sobre como se comporta o organismo humano na baixa gravidade. Após isso, muito foi avançado no entendimento tanto de tecnologias quanto do corpo humano.
Giacomelli explica que o homem não foi mais para a lua por uma série de fatores. Conforme ele, um problema seria o homem enfrentar longos períodos no espaço e na baixa gravidade, que causa efeitos negativos no organismo, além de também ficar exposto a radiação. Ainda, os cientistas não veem hoje um objetivo específico para voltar à lua. Segundo o professor, a coleta de material para fazer análises já ocorreu nas décadas de 60 e 70 e não foi identificado nenhum problema na composição de materiais que pudessem fazer o homem pensar em voltar para coletar mais.
De acordo com Giacomelli, atualmente já existe bastante conhecimento sobre a lua, com teorias inclusive das origens dela. Agora, o objetivo dos cientistas é olhar ainda mais longe. Nos últimos dias, por exemplo, foram divulgadas as primeiras imagens de um novo telescópio espacial que está na órbita e possibilita analisar galáxias distantes.
Conforme o professor, há algumas décadas os cientistas passaram a observar mais os exoplanetas, que são planetas orbitando em outras estrelas. Com telescópios cada vez mais desenvolvidos para fazer estudos e análises de locais tão distantes e interessantes quanto a lua, o horizonte pode ser ampliado e mais descobertas estarão por vir.