Skip to content

Agronegócios

Vice-presidente da Aprosoja acredita que China não estabelecerá novo padrão de qualidade para soja brasileira

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A China é a maior compradora da soja brasileira, mas parece não estar satisfeita com o grão que recebe. Especialistas consideram a commoditie agrícola nacional como a melhor do mundo, com atributos superiores à produzida em seu principal concorrente, os Estados Unidos. Os requisitos da China tendem a substituir o padrão vigente que versa a respeito da integridade física dos grãos. Basicamente, a China diz que a soja brasileira precisa melhorar, especialmente no teor de óleo.

Falando sobre o assunto na Uirapuru, o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e também agricultor em Cruz Alta, Décio Teixeira, contou que o produtor não exporta soja. Quem faz isso são as tradings que, há longa data, costumam incluir impurezas na hora da exportação. Além disso, a soja sofreu muitas modificações genéticas recentemente, que fizeram com que fosse perdido qualidade e integridade do grão, fatos que podem ter influenciado na reclamação dos chineses.

Teixeira conta que o Rio Grande do Sul tem boa qualidade no grão da soja, tanto de proteína, quanto de óleo, sendo superior aos Estados Unidos, inclusive. Por isso, ele considera um erro a China trocar a soja brasileira pela americana, o que poderia levá-los até mesmo ao prejuízo.

Como os teores de óleo e proteína do Brasil são bons, isso não seria empecilho. O que os chineses querem, segundo o vice-presidente da Aprosoja, é que reduza a umidade do grão de 14 para 13%. Porém, a cada 1% retirado do percentual de umidade, a soja perde 1.15% de peso, o que levaria os produtores ao prejuízo, já que essa porcentagem vem sendo abatida através do alto teor de óleo.

Teixeira não crê que a China estabelecerá um novo padrão de qualidade para a soja brasileira, nem que eles passarão a comprar apenas dos Estados Unidos. Ele sugere que sejam feitas reuniões para a situação ser resolvida, afinal, os chineses são os maiores importadores da soja brasileira e não podem ser ignorados.

Abrindo negociações e indo até os mínimos detalhes para descobrir tudo o que eles estão pedindo, o vice-presidente acredita que se chegará a um denominador comum.