Emoção, Afeto e Comportamento: conexão em excesso pode causar dependência
Vivemos em um mundo cada vez mais conectado. O celular, criado originalmente para apenas transmitir e receber a voz, assumiu, no início dos anos 2000, a conexão com a internet e o envio de mensagens de texto.
A medida que a internet se espalhou pela conexão de alta velocidade, ela chegou também para o telefone celular, que em pouco tempo assumiu o papel do computador e hoje faz parte da vida de todos. A pandemia chegou e acelerou este processo, tornando o trabalho remoto algo corriqueiro e as aulas em plataformas digitais uma alternativa viável para não parar as atividades.
No entanto, o que se vê hoje são pessoas cada vez mais conectadas, nas ruas, andando com o celular em uso, muitas vezes sem olhar para frente. Crianças cada tempo mais nas redes e menos nas ruas. O assunto foi debatido no programa semanal Emoção, Afeto e Comportamento da Uirapuru.
Apresentado por Erico Hecktheuer e Vinícius Brammer, o programa contou com a participação do Coordenador do Curso de Ciência da Computação da IMED, professor Marcos Roberto dos Santos. O professor fez um alerta e disse que o Brasil é o terceiro país onde as pessoas estão mais tempo conectadas no mundo. São ao menos 10 horas por dia, em média, de conexão para quem utiliza a internet.
Isso é um alerta, conforme o professor. Não pela conexão, mas por como outras tarefas podem ser deixadas de lado ou acabam sendo feitas sem a devida atenção por conta do uso do celular e internet. Para o professor é preciso ter cuidado para não criar dependência tecnológica, onde as pessoas ficam doentes sem conexão, gerando ansiedade.