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Cultura

Dia Mundial do Rock: Passo-fundense Beto Bruno diz viver um sonho através da sua música

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Hoje, dia 13 de julho, é o Dia Mundial do Rock.  A data foi escolhida para celebrar o evento chamado Live Aid, em 1985.  Naquele dia, shows simultâneos ocorreram nos EUA e Inglaterra para levantar fundos e acabar com a fome na Etiópia.

Desde então a data foi difundida mundialmente.  A força do movimento chegou ao seu auge também naquele ano no Brasil, quando pela primeira vez na história o país recebeu grandes astros internacionais do gênero no Rock In Rio.

O país, no entanto, já tinha um contato mais antigo com o Rock, consolidado pela Jovem Guarda e Roberto Carlos, nos anos 60.  O rock ditou o modo de se vestir através da moda, o costume, os hábitos e principalmente o estilo de vida de uma juventude sonhadora da época.  Esta influência chegava a qualquer lugar do Brasil e um destes locais foi Passo Fundo.

A cidade, célebre pelo cantor tradicionalista Teixeirinha, viu também um filho da sua terra ganhar destaque nacional no gênero do Rock.  Trata-se de Roberto Bruno da Silva Justi, o Beto Bruno como é chamado, vocalista e fundador da banda gaúcha Cachorro Grande. 

A Banda tem diversos sucessos emplacados no cenário musical nacional, com músicas em novela, participação com várias estrelas nacionais e uma lista memorável de shows. Nascido em Passo Fundo, Beto bruno conversou ao vivo com a Uirapuru diretamente de sua casa em São Paulo. Sobre o Dia Mundial do Rock, Beto disse que para ele é todo dia.  Explicou que vive, respira e trabalha com isso desde a adolescência.

Lembrou com carinho sua infância na Rua Paissandú, quando ainda criança, herdou uma coleção de discos de vinil do pai, despertando o gosto instantâneo pelo rock. Beto Bruno fez questão de frisar que o Rock não é só música, mas sim um estilo de vida.  Qualquer país, por mais que tenha seus costumes, sempre terá uma banda de rock levando uma linguagem universal.  Avaliou que o estilo perdura por gerações porque é libertador.

Lembrou o movimento do rock gaúcho nos anos 80, com as primeiras bandas que nasceram em Porto Alegre e se destacaram no Brasil.  Sobre o sucesso de outros gêneros, como o sertanejo, Beto Bruno disse que o rock sempre teve e terá seu espaço. Finalizou dizendo que tem muito orgulho da sua trajetória e vive um sonho ao ter saído de Passo Fundo e ter conquistado o Brasil com sua música. No palco ele toca de uma forma simples, mas verdadeira e que mantém o rock vivo.