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Saúde

Isolamento pela pandemia atrasou sistema imunológico de várias crianças, explica médico

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A pandemia mudou a rotina da maioria das pessoas no mundo.  Com um novo vírus, ainda desconhecido e sem vacina, a única arma contra as contaminações foi evitar o contato com várias pessoas.  Aulas foram colocadas em sistema remoto e pais precisaram também trabalhar de casa.

No entanto, a vida não parou e muitas crianças nasceram neste período.  Neste contexto os registros de infecções em crianças com idades de até três anos têm aumentando nos últimos meses.  O assunto foi debatido no programa Emoção, Afeto e Comportamento, na última terça-feira na Uirapuru.

O programa é apresentado pelo psiquiatra Érico Hecktheuer e também por Vinícius Brammer e na última edição teve a participação do médico pediatra Dr. Arnaldo Porto Neto. O Dr. Arnaldo também é professor de medicina e Presidente da Academia Passo-fundense de Medicina.

O médico explicou que o sistema imunológico desenvolve proteção contra infecções após o primeiro contato com os agentes infecciosos.  Isso acontece naturalmente ao longo do processo de convivência da criança com as outras, fora de casa, nas escolas.

Como estas crianças ficaram isoladas em casa não houve este contato e proteção natural.  O resultado é uma onda de infecções simultâneas, nunca antes vista. O médico recomendou que, crianças com casos repetitivos, em um curto espaço de tempo, de infecções, devam ser preservadas um pouco mais em casa, se possível, para evitar uma exposição repentina a agentes externos.

Explicou ainda que, para aumentar a imunidade, teoricamente não há nada que possa ser feito.  Porém, as vacinas são um processo que ajuda diante de vírus específicos.