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Polêmica

Sem Segredo: para ouvintes, prefeituras não devem contratar shows milionários

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Nos últimos dias o assunto que tem movimentado as redes sociais e gerado debates é a polêmica dos cachês milionários de cantores sertanejos.  A polêmica iniciou quando a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano utilizou o palco e fez duras críticas sobre a utilização da Lei Rouanet por artistas brasileiros.  Após esse fato, uma série de investigações foram desencadeadas pelo Ministério Público com o objetivo de saber se os cachês pagos por prefeituras e órgãos públicos para artistas que se apresentam em shows municipais pelo Brasil eram superfaturados.

Um dos principais casos envolve o cantor Gusttavo Lima, que teve cachês milionários revelados, com suspeita de superfaturamento.  O valor pago por prefeituras por shows de diversos artistas trouxe indignação da população. O debate não gira em torno de quanto o artista cobra, mas de cidades pequenas, sem estrutura para as pessoas, onde a administração gasta altos valores em um show, quando com este dinheiro poderia investir em obras ou serviços para os moradores.

Diante disso, o programa Sem Segredo do último sábado (11) perguntou: você acha que prefeituras devem pagar cachês milionários por shows de famosos? Participaram do programa o cantor e hoje produtor-executivo e tradicionalista Rodrigo Cavalheiro. 

Também o cantor Mayke Romani, que trabalha há 20 anos no setor cultural. O programa foi apresentado por Luciano Azevedo. O cantor Rodrigo Cavalheiro questionou se todo o valor milionário da contratação do artista é de fato destinado unicamente a ele. Conforme ele, podem haver casos de desvios diante dos valores declarados.

Rodrigo destacou que é preciso também analisar os motivos da contratação de um artista pela prefeitura.  Muitas vezes a contratação pode ocorrer para trair pessoas, movimentar outros setores da economia dentro de um evento.

O cantor Mayke Romani explicou que as prefeituras podem, por lei, pagar por apresentações artísticas e shows./ Esta lei existe desde 1993. O que deve ser discutido é se ele deve, naquele momento e naquela condição da cidade, contratar ou não este tipo de show.

Mayke Romani disse ainda que discorda dos casos onde uma cidade pequena, com menos de 20 mil habitantes, gasta 2% de sua renda anual em uma apresentação de determinado cantor ou dupla sertaneja.  Para ele, estes pontos que precisam ser discutidos.

Para os ouvintes que participaram do programa, as prefeituras não devem pagar por shows.  Quem quer ver uma apresentação assim deve pagar ingresso.  Para os ouvintes é preciso investir em saúde, educação e lazer, mas um tipo de lazer diferente que este, que possa ser aproveitado por idosos, crianças e toda a família.