Skip to content

Geral

Não são raros os casos onde pais desistem de adotar crianças, afirma Assistente Social

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Adotar uma criança é um desafio, tanto para os pais quanto para os pequenos. Agora um dado importante está chamando a atenção e aponta que, na percepção de quem é da área, casos de devolução de adotados estão aumentando no Estado.

Falando sobre o assunto na Uirapuru, o Assistente Social do Serviço de Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (SEMCAS), Dirceu Mariano, afirmou que não são raros os casos onde ocorrem desistências de adoção por parte dos pais que estavam habilitados para receber uma criança como filho.

Mariano explicou que o passo a passo para adotar uma criança inicia com o casal ou a pessoa solo habilitando-se. Após isso, é feito um trâmite dentro do Poder Judiciário e depois o casal estabelece um perfil de criança desejada, com idade e sexo. Posteriormente, o casal e a criança passam pelo processo de habilitação, com um curso que é ofertado também pelo Poder Judiciário.

Após este curso e toda a documentação aferida, os pais estão habilitados para adoção. Quando chega o dia de adotar, se a criança estiver dentro do serviço de acolhimento do município, o casal ou a pessoa adotante é chamada e um plano de aproximação é formulado, dependendo a idade e característica de cada criança. Neste plano, são contempladas as individualidades da criança e dos adotantes, com supervisão de um assistente social e uma psicóloga. Esse plano serve para os pais e a criança se conhecerem gradativamente.

O assistente social afirma que o plano precisa ser bem-feito para que não ocorram devoluções, porque neste período pode ser que o casal não se adapte a criança e vice-versa. No entanto, quando tudo dá certo nesta fase, os adotantes passam para o estágio de convivência, que é o ponto crucial em uma adoção. Nesta fase, a criança passa a morar com o casal e neste período os pais já tem a guarda provisória da criança.

A partir disso, o casal ou a pessoa adotante convivem diariamente e estabelecem uma rotina com a criança, momento quando aparecem os pequenos miúdes que precisam ser trabalhados. Uma equipe segue acompanhando o período, sanando pequenas dúvidas e problemas, mas, mesmo assim, ocorrem casos onde o casal não se adapta a criança e desiste da adoção.

Segundo Mariano, o período de guarda provisória pode ser revertido a qualquer momento e a desistência geralmente acontece com crianças da chamada “adoção tardia”, com idade maior que três anos. O assistente social explica que isso ocorre porque estas crianças já vem com uma história, que no processo de aproximação com os pais pode influenciar nas atitudes delas ou no fato dos pais não conseguirem lidar com seus sentimentos.