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Eleições

Eleições de 2022 terá a maior participação de jovens dos últimos anos em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Eleições de 2022 terá a maior participação de jovens dos últimos anos em Passo Fundo
Eleições de 2022 terá a maior participação de jovens dos últimos anos em Passo Fundo

As eleições de outubro devem ter a maior participação de jovens dos últimos anos. De acordo com dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o Brasil terá o maior número de eleitores jovens para as eleições nacionais desde 2010. Serão 2,5 milhões eleitores na faixa dos 16 e 17 anos (onde o voto não é obrigatório).

Em Passo Fundo a tendência é a mesma. Serão mais de 1.600 eleitores nessa faixa etária. Há anos a participação não era tão grande. Como comparativo, nas eleições de 2020 para prefeito e vereadores no município foram em torno de 600 eleitores com idade entre 16 e 17 anos.

De acordo com o sociólogo e professor da UPF, Ivan Dourado, a democracia vem amadurecendo no Brasil. Foram mais de 20 anos de ditadura militar, onde ocorreu um lapso na formação democrática da população. Desse modo, a cada eleição o direito de escolher seus representantes e participar do processo democrático cresce, principalmente entre aqueles que terão a primeira oportunidade de se manifestar. Além disso, essa geração de jovens tem um acesso a informação muito fácil, quando comparado a gerações anteriores, sem falar das redes sociais que influenciam muito na formação da opinião e no direito ao voto.

Conforme Dourado, o primeiro voto é marcante, assim como outras atividades que o ser humano desenvolve pela primeira vez. Outro fator importante é que a geração atual está mais disposta em votar em ideias e propostas e não leva tanto em consideração partido ou candidato, como as gerações mais velhas. O professor destaca ainda que as novas gerações estão cientes que as coisas não se resolvem apenas no voto, não basta apenas ir para a urna de dois em dois anos e depois não acompanhar mais a política. Os jovens identificaram que precisam participar da política, cobrar os candidatos, e isso acontece principalmente nas redes sociais. Todos esses movimentos fazem com que o interesse das pessoas de 16 e 17 anos por política aumente.

Em relação a polarização entre apoiadores de Lula e Bolsonaro, o professor destaca que isso faz parte da democracia, que sempre terá, pelo menos, dois lados. Entretanto os jovens precisam entender que antes de entrar em uma polarização é necessário conhecer os políticos, os partidos, a história e avaliar o cenário eleitoral.