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Economia

Sindicato das Empresas de Transporte critica Petrobras e afirma estar impossível de trabalhar com aumentos no diesel

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Após redução da Petrobras, diesel está cerca de R$ 0,30 mais barato em Passo Fundo
Após redução da Petrobras, diesel está cerca de R$ 0,30 mais barato em Passo Fundo

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (9) que vai elevar o preço do diesel para as distribuidoras. O preço médio do litro vai passar de R$ 4,51 para R$ 4,91 a partir de terça (10), um aumento de 8,87% ou de R$ 0,40. Os preços da gasolina e do gás de cozinha não serão alterados.

Segundo a petroleira, o diesel não sofria reajuste há 60 dias – desde 11 de março. Naquele momento, diz a Petrobras, a alta refletia “apenas parte da elevação observada nos preços de mercado”. Com o novo reajuste, o diesel já acumula no ano alta de 47% nas refinarias da Petrobras. Em Passo Fundo o diesel estava sendo vendido a R$ 6,49 em média. Com o aumento, o preço do produto deve se aproximar dos R$ 7,00.

Conforme o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Planalto Médio – SETRACAP, Isonir Canali, o trabalho no ramo de transportes está cada vez mais complicado. Segundo ele, seria muito fácil se as empresas conseguissem repassar os constantes aumentos para o cliente, mas não é assim que acontece. Canali explica que não tem como a cada 30, 40 dias bater na porta do cliente e repassar os aumentos. Desse modo, as empresas de transporte acabam absorvendo esses custos e ficando com as operações comprometidas.

O presidente do SETRACAP critica a política de preços da Petrobras e reforça que o brasileiro está recebendo em real e tendo que abastecer os veículos em dólar, em função dessa paridade internacional que a estatal segue. Outra crítica feita pelo empresário é que a Petrobras raramente anuncia baixa nos combustíveis. Ele lembra que recentemente o dólar caiu abaixo dos R$ 5,00 e nenhuma medida para baixar os preços foi tomada. Agora, que a moeda americana voltou a subir já é anunciado um novo reajuste.

Conforme Isonir Canali, é impossível as empresas de transporte ter um planejamento com esses constantes reajustes. A realidade no país é difícil, pois além dos combustíveis tudo está com preço elevado e impactando na vida de todos os brasileiros. Canali afirma que não sabe como ainda existem caminhoneiros autônomos trabalhando no Brasil. Ele explica que há dois anos atrás um caminhão custava entre R$ 300 e R$ 400 mil, hoje está custando quase R$ 800 mil. Um implemento era R$ 150 mil, atualmente passa dos R$ 300 mil. Um pneu que custava R$ 1,3 mil, hoje custa R$ 2,6 mil. Desse modo o presidente do SETRACAP não sabe como os caminhoneiros estão se virando, pois nem mesmo grandes empresas do setor estão conseguindo sobreviver.