Polarização e discursos de ódio preocupam as autoridades para as eleições deste ano
Entidades de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, entre outras autoridades assinaram um acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ações de combate à proliferação de desinformação no processo eleitoral de 2022.
O advogado passo-fundense Leandro Scalabrin, membro da Comissão Nacional dos Direitos Humanos participou deste encontro. Segundo o advogado, Passo Fundo é um dos locais onde pode acontecer violência política nessas eleições, considerando a intolerância propagada por militantes partidários e que já se manifestou em vários episódios.
Conforme o advogado, em entrevista na Uirapuru, o processo eleitoral deste ano será bem diferente dos demais. Ataques à democracia, ameaças de que o resultado não será respeitado, ataques as insituições, violência política a pessoas ligadas a partidos opostos, entre outras ocorrências vem sendo registradas e preocupando as autoridades eleitorais do Brasil.
O advogado ressalta que vereadores, deputados, governadores e até mesmo o presidente atacam as insituições que asseguram a democracia e garantem que todos eles tomem posse e cumpram seus mandatos. Leandro Scalabrin afirma que em primeiro lugar é preciso que os eleitores tenham consciência que a eleição é o melhor lugar para manifestar as divergências e escolher seus representantes. No entanto, quando a opinião de cada um é expressa fora do período eleitoral, isso deve ocorrer de forma não violenta. O advogado reforça que sempre que há violência, palavras de ódio e ataques, a manifestação perde sentido.
Ele lembra de ocorrências que aconteceram em Passo Fundo e que preocupam as autoridades eleitorais, como por exemplo, um outdoor que foi derrubado com uma motosserra por pessoas contrárias a manifestação e ataques a uma mulher no dia da inauguração do aeroporto, simplesmente pela cor da roupa que ela estava usando. De acordo com Scalabrin, isso reforça como os ânimos estão acirrados e o processo eleitoral deste ano é preocupante.
Desse modo, todos os órgãos ligados as eleições vão trabalhar com ações para que o período seja pacífico e que a democracia seja preservada e respeitada.