Fiscalização compartilhada é fundamental para evitar incidentes como o que ocorreu em Carazinho
Na manhã de quarta-feira (27) uma tragédia aconteceu em Carazinho. Três pessoas morreram após uma explosão ocorrida no interior de uma indústria de cosméticos. A situação deixou também sete feridos. A Polícia Civil de Carazinho está coletando evidências para apurar as possíveis causas da explosão.
A empresa atuava no município há 15 anos e a sua principal produção era de esmaltes e cosméticos. Utilizado para o embelezamento feminino, o esmalte é um produto inofensivo. No entanto, o comandante do 7° BBM, Tenente Coronel Ricardo Mattei, explica que, além da acetona e acetatos, o esmalte tem em sua composição o nitrato de celulose, produto químico altamente explosivo.
Empresas que trabalham com esse tipo de material, tem sua produção extremamente controlada. O Tenente Coronel explica que o próprio local onde houve o incidente era uma sala confinada.
Em Passo Fundo temos muitas empresas que trabalham com o manuseio de produtos químicos. Segundo Mattei, existe um sistema de controle de fiscalização compartilhado. Ou seja, ao Corpo de Bombeiros cabe a fiscalização do plano de segurança e verificação de itens de segurança como extintor e saída de emergência. Dependendo da classificação de risco, o alvará concedido é de 2 anos. A fiscalização técnica especializada, no entanto, deve ser realizada mensalmente.
Ainda segundo o Tenente Coronel, a partir das causas do acidente em Carazinho, o Corpo de Bombeiros fará ações preventivas para que situações como essas sejam evitadas.