Ponto e Contraponto: Só pra bonito
Ponto positivo: o aeroporto Lauro Kortz começa a operar com voos comerciais na próxima semana, após ter sido fechado no começo do ano passado para obras de revitalização e ampliação. Essa operação ainda é parcial para alguns tipos de aeronaves e somente de dia. Neste primeiro momento, o aeroporto ainda não está certificado para a operação com aeronaves a jato e noturnas. A Azul retoma a operação com voos lotados nos próximos dias.
Ponto negativo: embora tenha sido inaugurado com pompa presidencial no dia 8 de abril, o novo terminal do Lauro Kortz não está preparado para receber os usuários. Sim, o que foi inaugurado é apenas uma caixa de concreto. Do lado de fora está lindo, mas do lado de dentro falta tudo: móveis, esteira, repartições, etc… A operação comercial retorna um ano e quase seis meses depois, mas ainda no terminal antigo, para decepção dos passageiros esperançosos em encontrar com uma nova realidade.
Até quando?
A questão toda é, até quando essa situação vai perdurar? Ou a nova administradora Infraero assume a responsabilidade de aparelhar o novo terminal, ou esse processo só vai acontecer quando o Lauro Kortz for privatizado, o que deve levar até dois anos. É simplesmente inacreditável!
Resposta
Atendendo a um questionamento da colunista a Infraero diz, de forma genérica, que “está em tratativas em curso para operacionalização em breve. No momento as operações seguem no antigo terminal”.
Quadro eleitoral
Candidaturas próprias e pulverização de votos tanto na esquerda quanto na direita. A seis meses da eleição, o quadro no Rio Grande do Sul não segue a lógica de polarização nacional. Aqui, Bolsonaro terá dois palanques com Onyx Lorenzoni (PL) e com Luis Carlos Heinze (PP). Também o ex-presidente Lula terá dois palanques com Beto Albuquerque (PSB) e Edegar Pretto (PT). Ciro Gomes se aproxima do palaque de Romildo Bolzan (PDT) que ainda não disse nem que sim, nem que não. Embora deixe a entender que a pré-candidatura é possível. E tem ainda a candidatura que deve ser apoiada pelo ex-governador Eduardo Leite: será Gabriel Souza (MDB) ou Ranolfo Vieira Júnior (PSDB)?
Mágica
A confusão no meio de campo da corrida presidencial é grande. Até o dia 18 de maio o MDB, PSDB, União Brasil e Cidadania prometem apresentar o candidato único ao Palácio do Planalto. Hoje são três nomes oficiais (João Dória, Simone Tebet e Luciano Bivar) e dois na corrida paralela: Eduardo Leite e Sérgio Moro.
Custo político
A aposta de Eduardo Leite ao renunciar ao cargo de governador do RS foi alta demais. Já enfrenta forte resistência fora do solo gaúcho e é taxado de mau perdedor, ao não aceitar o resultado da prévia tucana. Pode lhe custar caro em relação a pretensões políticas futuras. Há quem pense que ele poderia ter esperado a hora certa.
Quer acabar com o Centrão?
O Centrão não brota em Brasília no dia 1º de fevereiro quando deputados e senadores tomam posse após terem sido eleitos ou reeleitos no ano anterior. Esses políticos são escolhidos pelos eleitores, cidadãos que tem o poder do voto. Então, na hora de votar, pense bem em quem vai ganhar carta-branca para te representar no Congresso Nacional.