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Saúde

O pior da pandemia já passou e a covid-19 agora é um vírus como H1N1, afirma médico

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Teste do Plano Nacional de Testagem para a Covid-19, na Feira dos Importados, em Brasília.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou no último domingo (17) o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional devido a Covid-19. O anúncio foi feito durante pronunciamento em rede nacional, onde o ministro também declarou que a campanha de vacinação contra a doença foi a maior da história, com mais de 73% da população brasileira completando o ciclo vacinal. O estado de emergência em saúde pública no Brasil foi decretado em fevereiro de 2020 pelo então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, e o primeiro caso de infecção pelo coronavírus foi registrado no dia 26 daquele mês.

Falando sobre a situação atual da pandemia em Passo Fundo, o pneumologista Coordenador da Unidade de Atendimento à Covid-19 do Hospital de Clínicas, Dr. Gustavo Picolotto, afirmou que está de acordo com o que foi determinado pelo Ministério da Saúde. Segundo o médico, neste mesmo período do ano em 2021, Passo Fundo passava por uma situação complicada, com lotação máxima nas UTI’s dos hospitais. Hoje, no entanto, o Hospital de Clínicas não tem nenhum paciente internado com quadro agudo de covid-19.

De acordo com Picolotto, o coronavírus passa agora a ser uma doença como outras, assim como aconteceu com a H1N1. Isso ocorre graças aos altos índices de vacinação, mas também porque a população aprendeu a lidar com a covid-19, além de que o organismo passou a criar defesas e anticorpos contra a doença nestes últimos dois anos.

Ainda segundo Picolotto, o Brasil está hoje em uma situação muito distante do que foi visto no auge da pandemia ou do que está acontecendo na China. Por isso, ele acredita que novos períodos de lockdown ou fechamento de comércio não serão mais necessários. Segundo o médico, isso comprova o que muitos estudiosos falavam, que a população sairia do momento mais tenso da pandemia quando a cobertura vacinal alcançasse 70% da população vacinada.

Sobre a vacinação, Picolotto declara que deverá ser seguido um calendário anual, mas, mesmo assim, é necessário seguir mantendo a educação em saúde, com uso de máscara em caso de sintomas da covid-19 e alto uso de álcool gel no dia a dia, indiferente se a pessoa estiver doente ou não, evitando assim novas infecções.