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Estado

Sem Segredo: maioria dos ouvintes aprova que empresas determinem roupas que os funcionários podem trabalhar

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Nesta semana a notícia de um professor de um curso profissionalizantes de Santa Maria, repercutiu após ele registrar uma ocorrência na Polícia Civil por ter sido orientado a deixar de dar aulas usando a tradicional pilcha gaúcha.

Após a repercussão desse acontecimento, muitas dúvidas e opiniões polêmicas foram feitas nos quatro cantos do Rio Grande do Sul, tendo em vista que a bombacha é uma peça de roupa típica da nossa cultura e que é considerada um traje oficial do estado desde o ano de 1989, quando foi aprovada a Lei Estadual da pilcha pela Assembleia Legislativa.

Neste sentido, o Sem Segredo do último sábado (09) abordou o tema e perguntou: a empresa tem direito de determinar até a roupa do seu funcionário? Ou cada um escolhe como se vestir? Conforme o advogado José Mello de Freitas, o assunto é provocante, mas no direito essa questão é discutível. Em regra geral, a empresa só pode exigir ou determinar o uso de determinado vestuário se o mesmo se tratar de uniforme. Para isso, o uniforme deve estar regulado no contrato de trabalho ou convenção coletiva de trabalho e dever ser disponibilizado pela empresa para que o funcionário utilize. Dessa maneira, as empresas tem total razão em determinar que roupa pode e qual não pode no ambiente de trabalho.

Para o advogado Alessandro Gradaschi, que é também um tradicionalista, é motivo de tristeza a notícia de que o professor foi impedido de ministrar as aulas pilchado. Embora a empresa possa exigir dos colaboradores o uniforme e a forma de se vestir, o advogado defende que se tenha bom senso, pois estamos no Rio Grande do Sul, cultuamos as tradições gaúchas e a bombacha faz parte do dia a dia dos tradicionalistas.

A maioria dos ouvintes concordam que a empresa exija o uniforme e determine o vestuário dos funcionários. De acordo com eles, os trabalhadores uniformizados e identificados com a empresa passam maior confiança e segurança ao atender o público. No entanto, alguns ficaram divididos em relação a pilcha gaúcha, muitos consideram um traje de gala e acreditam que poderia haver algumas exceções nestes casos e, principalmente, respeitar as tradições do Estado.