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Saúde

Síndrome do Impostor: excesso de crítica e medo formam barreira

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A vida é cercada de desafios, seja no campo pessoal, familiar ou profissional. São cobranças, responsabilidades e reflexos da própria escalada profissional, almejada por todos quando se inicia uma jornada numa empresa. Neste contexto, diversos problemas psicológicos podem se manifestar, sendo um deles a “Síndrome do Impostor”.

Esta síndrome tem sido monitorada de perto por pesquisadores da saúde mental nos últimos anos. Dados apontam que 70% da população, em algum momento, vai manifestar sintomas relacionados à ansiedade, insegurança e dúvidas em relação às escolhas, resultados e também no campo profissional.

No entanto, a ‘Síndrome do impostor” ainda não é muito conhecida.  Para explicar sobre este transtorno o programa Emoção, Afeto e Comportamento abordou o tema em sua última edição na Uirapuru.  O programa teve a apresentação do psiquiatra Erico Hecktheuer, Vinícius Brammer e a participação da psicóloga Cris Manfro. A profissional explicou que já atendeu várias pessoas com sintomas desta síndrome.

Ela nada mais é que uma autossabotagem, um sentimento interno de que a pessoa não é capaz, não é suficiente ou merecedora de algo. A síndrome pode se manifestar através de um sentimento de medo, de que a pessoa não é boa o suficiente para algo.

A psicóloga Cris Manfro usou como exemplo o caso de um paciente que, após anos em uma empresa, foi promovido para um cargo de maior responsabilidade, com mais atribuições.

Ele buscou isso no dia que iniciou sua vida profissional, mas quando a empresa anunciou que ele seria colocado na função, passou a ser tomado de pavor, insegurança e receio.  Em sua avaliação ele simplesmente não era bom, mesmo estando há anos na empresa, tendo capacidade técnica e experiência.

Para a psicóloga este medo precisa ser trabalhado e superado.  Ele tem origem na construção da pessoa e está relacionado à crítica pessoal excessiva.  Quando estes sentimentos se manifestam é preciso fazer uma análise pessoal, reconhecer até que ponto há incapacidade e até que ponto trata-se simplesmente de medo.