Primeiro secretário da Assembleia Legislativa afirma que é comum variação de preços de passagens aéreas
O Deputado Estadual Gilberto Capoani (MDB), fez nesta semana duras críticas ao que classifica como um desperdício de dinheiro público quando se fala em passagens aéreas dos parlamentares estaduais. Toda a logística que demanda o trabalho político gaúcho é pago pelos recursos estaduais.
Nestes custos estão incluídas também as passagens aéreas, principal forma de deslocamento para compromissos em Brasília ou outras grandes distâncias. De acordo com o parlamentar, em entrevista na Uirapuru, as passagens estariam com valores muito mais elevados do que se compradas de maneira particular. De acordo com Capoani, há uma empresa que compra as passagens para a Assembleia Legislativa Gaúcha e a passagem, com escala em São Paulo para o Uruguai, custava quase R$ 9 mil reais. Se a compra fosse particular, fora desta empresa, o valor encontrado pelo parlamentar seria de R$1.327 reais.
Conforme o primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Elizandro Sabino, na manhã de ontem (05) ele esteve reunido com os responsáveis pelas compras de passagens para entender o que estava acontecendo. Segundo ele, a compra dos bilhetes é realizada através de sistema e a empresa que atende a Assembleia é a mesma que oferece esse serviço a prefeitura de Porto Alegre, Ministério Público e outros órgãos gaúchos.
De acordo com Sabino, a pesquisa de valor de passagem realizada pelo deputado Gilberto Capoani, foi realizada seis dias antes da viagem. Desse modo o preço é diferente quando consultado com 20, 30 dias de antecedência. Ainda, o parlamentar argumenta que existe uma variação muito grande nos valores dependendo do dia, horário e companhia do voo. Conforme Sabino, essas variações acontecem no dia a dia com pessoas físicas, então não é somente no setor público que isso acontece.
Mesmo assim, o primeiro secretário da AL reforçou que está apurando se existe alguma irregularidade e buscando conversar com os colegas para verificar se mais algum deputado constatou esse problema.