Sem Segredo: maioria dos ouvintes acha que a melhor infância depende de cada geração
Com o passar dos anos, cada vez mais a tecnologia vem fazendo parte da vida das pessoas já na infância. Desde ficar muito tempo em frente a televisão, passando pelo uso do computador e chegando até a rotina com celulares, tablets e videogames, as crianças estão aderindo estes novos tipos de entretenimentos e esquecendo as brincadeiras antigas. Juntar os amigos para brincar na rua, seja de esconde-esconde, polícia e ladrão, queimada, amarelinha, entre outras atividades, viraram representações do passado e hoje apenas pessoas com mais de 40 ou 50 anos de idade sabem o que isso significava.
Neste sentido, o Sem Segredo de sábado (02) abordou o assunto e perguntou: uma vez as crianças jogavam bola, brincavam de roda, pega-pega e carrinho de lomba. Hoje, estão apenas nos jogos eletrônicos e muita internet! Qual a melhor infância? De agora ou antigamente? Participaram do programa a psicóloga Bruna Porto e a pedagoga Desiré de Fátima Soares de Meira.
Para a maioria dos ouvintes, a melhor infância depende de cada geração. Diversos ouvintes relembraram brincadeiras manuais que eram feitas em tempos passados e destacaram que antigamente havia mais companheirismo, amizade e menos preocupações. Porém, eles também admitiram que, com a evolução da tecnologia, a infância foi mudando. Outros ouvintes ainda destacaram que hoje as ruas são mais perigosas e, como pais estão cada vez mais trabalhando, acabam tendo receio de deixar seus filhos brincarem fora de casa até tarde da noite.
A psicóloga Bruna Porto declarou que é normal cada geração achar que a sua infância foi a melhor, assim como as próximas gerações também acharão. Conforme a psicóloga, o mundo evoluiu muito e é preciso acompanhar essa evolução, inclusive já na infância. De acordo com ela, a maioria dos pais de hoje trabalham demais e dificilmente tem tempo de ficar em casa com os filhos, como era antigamente. Isso, segundo Bruna, faz com que atualmente exista maior receio em dar liberdade para as crianças, fazendo com que elas fiquem mais dentro de casa com suas atividades tecnológicas, do que na rua. No entanto, a psicóloga ressalta que o aprendizado e a convivência que se via antigamente ao ar livre faz falta e ocorre porque uma geração não soube passar isso aos seus filhos.
A pedagoga Desiré de Fátima Soares de Meira declarou que a melhor infância depende de cada pessoa, cada tempo e o quanto foi aproveitada todas as alternativas as quais as gerações tiveram acesso. De acordo com ela, estudiosos revelam que a humanidade é dividida por gerações diferentes, sendo que a atual é chamada de “Alfa”. Estão presentes neste grupo as pessoas que nasceram a partir de 2010, totalmente conectadas à tecnologia. Por outro lado, Derisé destaca que as brincadeiras manuais não podem ser esquecidas, já que são importantes para o aprendizado das crianças.