Ponto e Contraponto: Vai uma terceira via aí?
A pretensa terceira via para a eleição presidencial deste ano definha e se engalfinha. Nenhum dos pré-candidatos apresentados até o momento conseguiu crescer nas intenções de votos de todos os institutos de pesquisa. Lula e Bolsonaro reinam isolados na polarização estabelecida. Além de não se entenderem em relação a alianças e nomes, não há projeto alternativo apresentado que contraponha ao que já se conhece da direita e da esquerda. E como o Brasil não é para amadores, a quinta-feira começou com a possibilidade de desistência da pré-candidatura de João Dória e permanência no governo de São Paulo e acabou com ele renunciando e perfeitamente no páreo. Teve ainda a mudança de partido de Sérgio Moro, que deixou o Podemos, ao qual se filiou recentemente, para ingressar no União Brasil. De pré-candidato a Presidência, Moro passa a pré-candidato a deputado federal por São Paulo. Uma mudança radical em nome, segundo ele, da unidade. O fato é que Moro não decolou no Podemos e já não estava se entendendo com a direção nacional. Deixa desafetos, mas não encontra um mar de rosas no UB.
Lançou verde…
A especulação de que Dória desistiria de concorrer não foi comemorada no núcleo de apoio do ex-governador gaúcho Eduardo Leite, que preferiu cautela. Na verdade, Dória plantou essa possibilidade para entender em que terreno estava pisando. Ameaçou implodir o PSDB e forçou uma posição oficial da executiva nacional. Se desistisse como de fato chegou a ser cogitado, facilitaria em muito a vida de Eduardo Leite. Mas não é isso que Dória quer. Agora é saber se a pré-candidatura se sustenta.
Convenções são majoritárias
Entre ser o escolhido de prévias e as convenções partidárias, que acontecem entre fim de julho e começo de agosto, muitas coisas vão acontecer e mudar neste processo. O fato é que se partidos como União Brasil, PSDB, MDB, PSD e Cidadania oficializarem a aliança, terão um candidato apenas e ele será o de melhor viabilidade eleitoral. Quem vai conseguir furar a bolha da polarização e se apresentar com projetos capazes de mudar o voto do eleitor que parece convicto tanto de um lado quanto de outro? Eis a questão!
Filiação
Encontro do diretório municipal do Republicanos marcará a filiação do vereador Rodinei Candeia, no sábado, 2. O senador Luiz Carlos Heinze, pré-candidato ao governo do Estado estará prestigiando o ato. Sinal de entendimento para uma aliança com o PP e PTB.
Desfiliação
Adolfo de Freitas deixou o PSB. Já está filiado ao PSD, acompanhando o prefeito Pedro Almeida e o ex-prefeito Luciano Azevedo, que se prepara para ser pré-candidato a deputado federal.
Estrutura
O União Brasil vai iniciar, a partir de abril, a estruturar os diretórios municipais. O presidente estadual, nomeado há duas semanas é o pré-candidato do partido ao governo do RS, Luís Carlos Busato, que foi secretário do governo leite. Busato tem laços familiares com Passo Fundo. Só a partir da instalação das comissões provisórias é que o partido vai começar a montar suas chapas na proporcional, para estadual e federal.
Senado
A confirmar a aliança entre Progressista, PTB e Republicanos, o pré-candidato ao Senado Hamilton Mourão vai ganhar apoio de uma parte significativa do agronegócio gaúcho. Heinze circula no meio com muito desenvoltura e já organiza os apoios por todo o Estado.