Fluxo atual no Camelódromo de Passo Fundo não chega a 30% do que era antes da pandemia
O dólar registrou o preço de R$ 4,81 nesta quinta-feira (24), o menor patamar em quase dois anos. Durante o auge da pandemia, a moeda disparou e afetou diversos setores, como o Camelódromo de Passo Fundo. Agora, com a situação da pandemia praticamente controlada e a baixa do dólar, existe a expectativa que os comerciantes voltem ao patamar que era visto antes.
No entanto, em entrevista na Uirapuru, o presidente da Associação dos Camelôs, Francisco Brasil, revelou que isso não está ocorrendo.
Conforme Brasil, como os camelôs ficaram praticamente um ano fechados, é muito difícil recuperar a questão econômica em curto prazo. De acordo com ele, o comércio do camelódromo perdeu clientes devido ao longo tempo sem atividades, as viagens para o exterior subiram de preço devido a alta no combustível e o dólar, apesar de ter registrado queda ontem (24), tem tendência de alta dia após dia. Todos estes fatores refletem no dia a dia dos trabalhadores.
Segundo o presidente, o dólar tinha preço de R$ 4,20 antes da pandemia e a passagem para o ônibus que levava os comerciantes ao Paraguai custava R$ 200. Hoje, com o dólar a R$ 4,80 e a passagem com preços em torno de R$ 350, a situação do comerciante está muito difícil. Ao mesmo tempo que isso ocorre, Brasil lembra que toda a população também passa por dificuldades devido a crise, trabalhando praticamente para sobreviver, com um salário-mínimo que serve apenas para comprar o básico.
Devido a estes fatores, o camelódromo de Passo Fundo não vem registrando o fluxo que tinha antigamente. De acordo com o presidente, a movimentação no local não chega a 30% do que era e talvez nunca mais voltará ao patamar anterior a pandemia. Ele ainda relatou que muitos comerciantes arrumaram outros empregos e não pretendem voltar ao camelódromo devido a esta situação. Conforme o presidente da Associação dos Camelôs, apenas 40 comerciantes seguem no camelódromo. São mais de 30 anos de atividades que, devido a crise pós-pandemia e guerra, estão ameaçados.