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Economia

Inflação: ano será de crise e busca por novas oportunidades, declara economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Remédios vão ficar mais caros a partir de 1º de abril e analistas preveem alta de 10%. Além disso, a Taxa Selic vai para 11,7% e o reajuste do aluguel só neste mês deu mais de 1% no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Todos estes dados mostram que estamos diante de mais um ano de inflação geral, que fica ainda pior devido a Guerra entre Rússia e Ucrânia.

Em entrevista na Uirapuru, a economista e professora de Economia da UPF, Cleide Moretto, declarou que este assunto parecia distante do cotidiano, mas retornou com uma série de indicativos que permanecerá por um tempo, seja pelo contexto internacional, que cria choque de ofertas e escassez de produtos, ou pelo sistema de produção interno.

Conforme a economista, os efeitos da inflação que começarão a aparecer no índice de preços são influenciados até mesmo pela grande estiagem que atinge o Sul do Brasil. Agora, com os aumentos de insumos básicos, como combustível e gás de cozinha, além das altas tarifas de eletricidade, que fazem parte do custo das famílias em geral, os produtores do pequeno ao grande porte terão que repassar variações para seus preços. Segundo Cleide, isso faz com que a inflação seja ruim, pois tira esforço que poderia ser deslocado ao setor produtivo.

De acordo com ela, não há no momento um cenário positivo em relação a tentar eliminar este problema no curto prazo. Sem essa perspectiva de melhora, a população como um todo perde. No entanto, por ser um ano eleitoral, a economista acredita que nos próximos meses possam surgir ações e pacotes com o objetivo de tentar minimizar algum tipo de perda.

Cleide vê como importante estes momentos de crise, quando evidenciam o quanto somos vulneráveis a crises no mercado externo. Também, devido a isso, muitas discussões recentes foram fomentadas para debater o papel que a indústria nacional tem na retomada do protagonismo do país como economia forte e sólida. Por isso, ela acredita que 2022 será um ano não só de crise, mas também de busca por novas oportunidades e de novos modos de ver o mercado e setor produtivo.