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Ponto e Contraponto: Caminho aberto para Eduardo Leite

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A decisão do presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) de desistir da pré-candidatura à Presidência da República, abre as portas para o governador Eduardo Leite passar a se posicionar no tabuleiro eleitoral deste ano. Pacheco que, de verdade, nunca assumiu a pré-candidatura, argumentou compromissos com o Congresso e Senado, e falta de tempo para conjugar uma campanha no meio do caminho. Leite, que está em viagem oficial aos Estados Unidos, vai anunciar a decisão de trocar de partido na próxima semana. Na leitura do cenário atual, sim, Leite vai trocar o PSDB pelo PSD e será pré-candidato à Presidência. Levará com ele um grupo considerável de tucanos, como boa parte dos deputados federais, a exceção de Lucas Redecker, que ainda não se decidiu. Da bancada estadual, Mateus Wesp é o mais certo. Foi líder do partido na Assembleia nos quase quatro anos de gestão, relator de todas as matérias orçamentárias do governo. Teve a confiança do governador em temas essenciais e se demonstrou absolutamente fiel.

Novo status

Com o ingresso de Leite no PSD, o partido muda de status no Estado, encorpado por lideranças de potencial eleitoral. Se havia a possibilidade de eleger dois deputados federais, poderá fazer quatro ou até cinco parlamentares. Nesta lista está o ex-prefeito Luciano Azevedo que ainda se organiza para assumir a condição de pré-candidato. A promessa é de bater o martelo em, no máximo, 40 dias.

Peso da estrutura

O que pesa contra os candidatos novos que disputarão a eleição deste ano é a estrutura dos que já tem mandato. Os deputados federais estão ‘com a faca e o queijo na mão’. Terão prioridade dos partidos na distribuição do fundo eleitoral e uma verdadeira fortuna em emendas parlamentares para varrer nos redutos (especialmente os amigos do rei).  Não é uma eleição justa, sem sombra de dúvidas.

Federação sem PSB

A segunda movimentação da semana com impacto no RS veio do PSB, ao anunciar que não vai formar Federação com o PT, PCdoB e PV. Mas, seguirá no mesmo bloco do campo progressista em forma de coligação para a eleição presidencial. Geraldo Alckmin deve se filiar ao PSB nos próximos dias e será o vice na chapa de Lula. No Rio Grande do Sul alguns cenários são possíveis: dois palanques para Lula, com Beto Albuquerque (PSB) e Edegar Pretto (PT) ou uma aliança entre a Federação e o PSB para apenas uma candidatura.

Coerência

Beto Albuquerque lembra que o PSB vem de muitas eleições disputando com chapas próprias a deputados estadual e federal. Na opinião dele, não fazer Federação é coerente com a trajetória socialista. “Vamos apoiar Lula com coligação que é o que todo mundo conhece. Não precisa de federação pra isto. Agora vamos esperar a negociação nos estados. Eu quero ser o candidato a governador de Lula no RS”, reforçou.

Vereador não pode

O advogado eleitoralista Lucas Lazari, em resposta a um questionamento feito pelo vereador Nharam Carvalho, durante o programa Sem Segredo, disse que os vereadores não podem mudar de partido na atual janela partidária que vai até 1º de abril. A menos que o vereador tenha autorização expressa do partido para fazê-lo, arrisca perder o mandato.

Prévias

O MDB ainda não decidiu sobre as prévias para escolher o pré-candidato ao governo do Estado. Mas, o deputado estadual Gabriel Souza demonstrou preparo para costurar os resultados de dois governos: o de Sartori, quando foi líder na Assembleia, e o de Leite, quando presidiu o Parlamento.

Pedágio

Os vereadores da Comissão Especial do Pedágio da ERS 324, tem agenda com o secretário estadual Leonardo Busato, no dia 18, para saber a quantas anda o projeto de duplicação e pedagiamento desta rodovia entre Passo Fundo e Marau.  Os vereadores também vão se reunir com o deputado Mateus Wesp que, nesta semana, apresentou projeto permitindo pedágio diferenciado para os habitantes dos municípios onde estejam situadas praças.

 

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