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Saúde

Sem Segredo: maioria dos ouvintes cobra melhor atendimento em unidades básicas para não precisar procurar emergência de hospitais em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A superlotação diária na emergência do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) fez com que a instituição tomasse uma medida extrema na última segunda-feira (15). Os atendimentos no setor foram restritos a casos de nível hospitalar e de emergência. Consultas simples, que antes representavam quase 70% do atendimento da Emergência, foram suspensas.

Na última sexta-feira (19) a direção técnica do HSVP comunicou uma nova decisão, conforme acordado em reunião com a Promotoria Pública. O atendimento pediátrico está normalizado para urgências, emergências e consultas. O atendimento adulto priorizará casos de urgências e emergências médicas, como acidentes de trânsito, infartos, politraumas e acidente vascular cerebral.

As consultas de menor complexidade serão realizadas das 7h às 19h, sendo que, posterior a este o horário, os casos de menor complexidade (consultas) serão encaminhados para o Hospital Municipal.

Por isso, o Sem Segredo deste sábado (20) perguntou por quê as pessoas procuram a emergência hospitalar para resolver problemas de saúde que podem ser solucionados nas unidades básicas. Participaram do programa a secretária municipal de saúde, Carla Beatrice Gonçalves, e o diretor técnico médico do Hospital São Vicente de Paulo, Adroaldo Baseggio Mallmann.

A maioria dos ouvintes pediu uma melhor estrutura em unidades básicas de saúde da cidade para não precisarem procurar emergências de hospitais. Cobraram atendimento adequado 24h, já que durante a noite não é possível consultar em UBS ou CAIS. A demora para marcar consultas e a falta de profissionais especializados também foram questionadas.

O diretor técnico médico do HSVP, Adroaldo Baseggio Mallmann, disse que antes de saber a finalidade de uma emergência de hospital, é preciso conceituar emergência e urgência. Segundo ele, isso facilitará o atendimento nos hospitais. De acordo com a explicação de Mallmann, emergência é situação critica, de risco de morte. Urgência é casos onde o atendimento precisa ser rápido, mas não corre risco de morte. Casos onde não tem emergência ou urgência precisam ser atendidos em UBS, CAIS ou no Hospital Municipal, onde a prefeitura oferece atendimento, diferenciando os casos. Mallmann declarou que em unidades básicas é preciso fazer uma triagem para atender adequadamente pessoas que correm riscos.

A secretária municipal de saúde, Carla Beatrice Gonçalves, declarou que, ao todo, 43 unidades de saúde podem atender a população em Passo Fundo, contando 5 CAIS, um ambulatório de especialidades, três unidades de atenção básica, 15 ambulatórios, entre outros serviços. No entanto, de acordo com a secretária, os recursos estão reduzidos desde 2016, quando foi aprovada uma emenda na Constituição Federal que limita recursos utilizados no país por 20 anos e que atingem a saúde e outras áreas.

Ela declarou ainda que o Hospital Municipal está sendo estruturado para oferecer à população atendimento 24h. Considera que construir mais hospitais não é solução, mas sim, que se qualifique o que já existe no município. Destacou que a secretaria está atendendo da melhor forma possível, mas admitiu que é preciso qualificar ainda mais todas as estruturas para atender adequadamente as demandas do dia a dia.