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Saúde

Emoção, Afeto e Comportamento: sentimentos da mãe podem impactar diretamente no primeiro mês da gestação

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A conexão de uma mãe como filho acontece de maneira instantânea, mas vai durar por toda a vida. Ainda que o pai tenha papel importante no desenvolvimento da criança, a mãe mantém a conexão interna e transmite ao filho tudo o que sente e passa durante os nove meses de gravidez.  O corpo é um sistema complexo em que emoções ecoam e trazem impacto.

 

 

O assunto foi abordado durante o programa Emoção, Afeto e Comportamento.  Apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer e Vinicius Brammer, o programa teve a participação do pesquisador Claudio Tenrôler. Ele desenvolve um trabalho de análise corporal e reside em São Sebastião do Caí-RS. Conforme ele, análise corporal não é simplesmente o corpo falando por gestos.  O seu trabalho consiste em uma analise cinco momentos da pessoa desde a geração até os seis anos. A medida que o sistema nervoso recém-formado desce pela coluna do indivíduo, dores inconscientes vão moldar o comportamento e até o formato do corpo. Ele diz que pelo formato das pernas, quadris e membros é possível dizer quais traumas ela mais sentiu enquanto em formação.

 

 

Cláudio explicou que, no primeiro mês de gestação, quando uma mulher está gerando a criança e o sistema nervoso da mãe é acionado por stress, nervosismo ou preocupação, há uma forma reativa de mudar o fluxo de sangue nos membros.  O útero fica frio e duro.  O bebê sente a primeira dor, uma espécie de rejeição, mesmo sem a mãe querer isso.  A criança entende desta forma.  Toda vez que há um espasmo o sistema nervoso da criança percebe o estímulo e isso vai se refletir na formação do bebê enquanto indivíduo para o resto da vida.