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Agronegócios

Aumento na safra das culturas de inverno deve minimizar impactos da quebra do milho na alimentação animal

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Aumento na safra das culturas de inverno deve minimizar impactos da quebra do milho na alimentação animal
Aumento na safra das culturas de inverno deve minimizar impactos da quebra do milho na alimentação animal

A quebra na safra do milho chegou a 90% em algumas cidades da região. As perdas financeiras são imensuráveis, mas outro problema também está preocupando os produtores, a questão da proteína animal. O milho é a principal cultura utilizada na alimentação animal, seja na produção de silagem para o gado leiteiro, seja para a ração dos suínos e frangos. No ano passada a dificuldade de garantir a alimentação para os animais já era grande em função do preço elevado. Neste ano, além do preço teremos falta do produto.

Conforme o ex-ministro da Agricultura e atual líder o do conselho consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, o quadro é complicado, pois desde o ano passado há falta de milho no mercado. A expectativa era de colher seis milhões de toneladas do grão, no entanto, a colheita deve chegar a no máximo 2,5 milhões de toneladas. Turra relata que para garantir a alimentação animal é necessário no mínimo 10 milhões de toneladas, que precisarão ser buscadas fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos.

De acordo com Francisco Turra, a sorte para o setor da proteína animal foi que a ABPA, em parceria com a Embrapa Trigo fez uma forte campanha para aumentar o plantio das culturas de inverno. Conforme o conselheiro, o aumento foi de 60% em relação a safra do ano retrasado. Desse modo, essas culturas vão minimizar o impacto da falta do milho, na alimentação animal. Turra projeta que neste ano a campanha virá com ainda mais força e o objetivo é ampliar ainda mais as culturas de inverno.