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Clima

Passo Fundo teve apenas metade da chuva prevista nos últimos quatro meses

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Reservatórios de água da Corsan estão com nível máximo após chuvas recentes
Reservatórios de água da Corsan estão com nível máximo após chuvas recentes

A seca segue castigando o Sul do Brasil e causando déficit de chuvas dia após dia.  Com dezenas de cidades gaúchas em emergência pelo baixo volume de chuvas, um dado da Embrapa Trigo de Passo Fundo dá a dimensão do problema quando se fala em falta de água na cidade e região.  Conforme a entidade, de outubro de 2011 a janeiro de 2022 a cidade teve 323 milímetros registrados, sendo que a média para o período é de 607 milímetros. Isso deixa um déficit de 284 milímetros e apenas metade da chuva prevista neste período registrada na cidade. Além do impacto direto na agricultura, essa baixa  nas  chuvas preocupa o consumo humano, especialmente em uma cidade com mais de 200 mil habitantes como Passo Fundo.  Aliado às altas temperaturas dos últimos dias, que foram históricas, chegou o aumento no consumo de água e também da evaporação natural nas reservas.

 

 

O Superintendente Regional da Corsan, Aldomir Santi, explicou que está em andamento novamente a transposição da água da Pedreira do Bairro São José para a Barragem do Arroio Miranda, um dos locais onde é feita a captação para abastecer a cidade.  Essa é uma das ações adotadas pela Corsan para fazer frente ao déficit de chuvas.

 

 

Santi revelou que hoje são mais de 1260 milímetros de déficit hídrico em Passo Fundo, desde junho de 2019.  O volume traz um impacto muito grande no abastecimento e que precisa ser contornado com medidas de fortalecimento das reservas, como a transposição de águas.  Santi explicou também que o mês de novembro teve 33% da média de chuva registrada na cidade.  Em dezembro foram 19% e em janeiro somente 45% da média história de chuvas foi registrada na em Passo Fundo.

 

 

Santi finalizou dizendo que a situação preocupa com a previsão dos meteorologistas apontando a continuidade do La Niña nos próximos meses, mantendo a falta de chuvas dentro da normalidade para o período.  A Corsan analisa este contexto para saber qual o melhor caminho será tomado diante deste quadro e assim garantir o abastecimento à população.