Skip to content

Saúde

Passo Fundo se torna referência regional em atendimento da saúde indígena

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Passo Fundo é um polo em saúde.  Através dos diversos profissionais locais e instituições de renome, pacientes de diversas cidades e Estados buscam atendimento aqui. São especialistas voltados ás mais diferentes áreas e também específico aos idosos, mostrando que o desafio da saúde é direcionar o atendimento a públicos específicos. A região Norte, segundo dados do IBGE, concentra 54% da população indígena do Rio Grande do Sul, sendo 17.814 pessoas com predominância da etnia Kaingang.

 

 

Pensando no cuidado deste público específico, o Hospital São Vicente de Paulo criou, em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul, o Ambulatório do Índio – Pe. Elli Benincá. A denominação do Ambulatório do Índio – Pe. Elli Benincá é uma homenagem ao padre e professor universitário que, em vida, manteve engajamento constante na defesa e na promoção das comunidades indígenas e das suas manifestações culturais específicas. O Espaço fica localizado no campus Passo Fundo da UFFS.

 

 

A Uirapuru conversou com a Dra. Daniela Borges, que é médica do Ambulatório do Índio, integrante do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo-HSVP e Especialista em Medicina de Família e Comunidade.  Conforme a médica, o Ambulatório do Índio, especializado no atendimento de média e alta complexidade, é uma conquista que simboliza a união de várias entidades e a concretização de um sonho das equipes.

 

 

Este atendimento realizado aqui será feito para indígenas da região e que estavam dispersos no sistema de saúde.  Com o ambulatório eles terão uma referência em Passo Fundo.  A médica disse que não há critério pré-estabelecido para os atendimentos, que vão desde as gestantes, bebês até os idosos. A criação de um espaço específico foi necessária porque a população indígena sofre de uma negligência muito grande de atendimento histórico e que nem sempre são indivíduos acometidos de um adoecimento semelhante ao restante da população, por diversos fatores.

 

 

Quando o indígena fica disperso na população em geral há uma falha de atendimento, pois eles precisam de uma atenção diferente.  A equipe do local é diferenciada, com membros que falam a língua indígena e assim entender melhor o paciente. Foram selecionados alguns profissionais com experiência prévia com indígenas. O agendamento do atendimento se dá pelo Estado e pode ser feito por qualquer município pertencente à 6ª Coordenadoria Regional de Saúde.