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Agronegócios

Chuvas não recuperam lavouras e momento é de proteger o que restou, avalia agrônomo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
EMATER

O calor histórico deu uma trégua e com a chegada da chuva na última semana.  Porém, a previsão de bons volumes acabou não se confirmando em Passo Fundo.  Dados apontaram, até domingo, cerca de 10 milímetros chovidos na cidade, variando de acordo com cada área.  A chuva chegou tarde e a região amarga duras perdas na soja, que conforme dados da Emater chega próximo a 50%.  O assunto foi debatido no programa Cotações e Mercado do último domingo na Uirapuru.

 

Apresentado por Jair Ineri Lazarotto, o programa contou com a participação novamente de cerealistas, engenheiros agrônomos e analistas de mercado. O engenheiro agrônomo Lamar Sakis explicou que a chuva não reverteu o quadro de perdas.  O que se perdeu no milho e soja não volta mais.  No entanto, é preciso cuidar para manter o que restou e garantir alguma produtividade, especialmente em variedades de grupo de maturação mais longo, ou plantadas em novembro e dezembro.

 

Isso será alcançado conversando com o seu técnico responsável para traçar ações diante deste novo quadro.  Na seca os ácaros e lagartas atacaram as plantas.  Com a volta da umidade há possibilidade de fazer o controle e diminuir o impacto das pragas no que restou da produção em andamento.  Produção que está, no momento considerado crítico e que precisa de mais água.

 

Para esta semana a meteorologia aponta a volta das chuvas a partir de quinta-feira, com maiores volumes no sábado.