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Agronegócios

Palha do milho seco é alternativa para aproveitar investimentos e proteger a lavoura

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Milho seco

O impacto da seca nas lavouras de milho já atinge 100% em muitas cidades gaúchas e até mesmo na região. Com um efeito direto do La Ninã causando a diminuição das chuvas no Sul, ao passo que elas chegam em excesso no norte, a seca agora ameaça também a soja do Estado.  No entanto, é no milho a maior preocupação  O programa Cotações e Mercado do último domingo, apresentado por Jair Ineri Lazarotto, abordou a situação das lavouras. A promessa de uma semana com mais chuvas não deve remediar as perdas, já concretizadas.

 

De uma maneira geral o milho disponível, na região de Passo Fundo, já está sendo negociado em R$102 Reais a saca.  Os relatos de quem precisa comprar são de que o produtor que tem o milho está segurando a venda.  Isso vai inflar os preços e a avaliação do grupo de especialistas do programa é que dificilmente haverá redução na saca de 60kg. A meteorologia, além do mercado, dá um sinal de que o La Niña poderá agir até o início do inverno, podendo atingir a produtividade do milho safrinha.

 

 

O programa, que conta com a participação de engenheiros agrônomos, cerealistas e analistas de mercado, trouxe um Raio X do momento.  O Engenheiro Agrônomo Lamar Sakis disse que a recomendação para quem tem milho quase totalmente seco na lavoura é aproveitar a palha no solo, sem colher para venda.  Em função da adubação usada nesta lavoura e que não foi aproveitada a sugestão é deixar a palha como proteção de solo para a próxima cultura.  Cortar e vender vai trazer uma receita pequena, sendo que deixar a palha na lavoura trará retorno maior.