Calorão em Passo Fundo: temperatura chega a 36.3°C e atinge marca histórica
O mês de janeiro de 2022 é de extremo calor no Rio Grande do Sul. Temperaturas que superam 40°C já estão sendo registradas em inúmeras cidades. A forte onda de calor que castiga o solo gaúcho, rompendo barreiras históricas de temperatura. O tempo está muito seco, o que contribui para que o calor seja forte e cause problemas como queimadas, estiagem e redução dos reservatórios de água.
Em entrevista na Uirapuru, o meteorologista da Secretaria Estadual da Agricultura, Flávio Varone, explicou que essa onda de calor que se estabeleceu no Estado está associada a dois fatores. O primeiro é um bloqueio atmosférico que impede que as frentes frias provenientes do sul ingressem no Rio Grande do Sul e consequentemente tragam nebulosidade e chuva. O outro fator são as chuvas que atingem a região sudeste do Brasil. Com a umidade presente mais naquela região, a chuva fica mais volumosa nessas áreas e em menor quantidade no sul do país, aumentando o calor.
O meteorologista explica que o núcleo dessa onda de calor está na Argentina, Uruguai e Paraguai, por isso as maiores temperaturas são registradas por lá. As previsões têm indicado que as temperaturas máximas nos próximos dias ficarão muito acima do normal e poderão bater novos recordes acima dos 40°C, principalmente na região central e no oeste do RS.
Ele também revela que o núcleo dessa onda de calor está na Argentina, Uruguai e Paraguai, por isso as maiores temperaturas são registradas por lá.
VERÃO ESCALDANTE
Com relação a Passo Fundo o verão 2022 tem se mostrado uma estação “escaldante”. O mês de janeiro já é o mais quente dos últimos 10 anos, segundo dados da Estação Meteorológica Automática da Embrapa Trigo. A média de temperatura neste ano está em 30°C, acima dos 28.3ºC registrados tradicionalmente nesta época do ano.
Além disso, janeiro também trouxe a terceira temperatura mais alta já registrada em Passo Fundo. Na terça-feira (17), a estação da Embrapa marcou 36.3°C. No dia 28/12/2019, a temperatura chegou aos 36.4°C e no dia 25/12/1988 a mais alta até agora com 39.6°C.
Além do calorão, chama atenção também a estiagem. A pouca chuva assola toda a região norte do RS. Neste mês de janeiro a média histórica é de 149,7 milímetros. No entanto, esta quinta-feira (20), choveu apenas 32 milímetros o que torna mais grave a situação das lavouras e até o abastecimento de água.