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Polícia

Testemunhas relatam que motivação para duplo assassinato em Passo Fundo foi pagamento de pensão alimentícia

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Testemunhas relatam que motivação para duplo assassinato em Passo Fundo foi pagamento de pensão alimentícia
Testemunhas relatam que motivação para duplo assassinato em Passo Fundo foi pagamento de pensão alimentícia

No final da tarde de ontem (17) um duplo assassinato chocou a comunidade de Passo Fundo. Mãe e filha, identificadas como Isabel Cristina Muniz de Oliveira 63 anos e Thairine de Oliveira, de 31 anos, foram mortas a tiros pelo ex-companheiro de Thairine, na Rua Lava Pés,  próximo da Unidade 2 do Hospital São Vicente de Paulo.

O homem chegou ao local em uma moto e atirou contra as vítimas. O acusado já foi identificado e é procurado de forma incessante pela polícia desde o crime. Trata-se de Leandro Santos de Lima, que é considerado foragido neste momento.

Conforme relatos de familiares, Thairine e Leandro estavam separado a cerca de um ano. Os dois sempre tiveram uma relação conturbada e diversos episódios de violência foram registrados durante o tempo que estiveram juntos. Inclusive a mulher possuía medidas protetivas contra o acusado do crime. O homem já vinha ameaçando a família antes do crime acontecer ontem. De acordo com os familiares das vítimas, Thairine e Leandro tiveram três filhos, de 11, 6 e 4 anos. A mulher havia solicitado pagamento de pensão alimentícia, o que teria irritado o homem. Testemunhas do crime relatam que ele teria chegado na residência das vítimas e gritado que iria para a cadeia, mas por matá-las e não por pensão.

Leandro Santos de Lima é natural de Tapejara e já ficou preso por um ano por estupro de vulnerável. A preocupação agora é com as crianças que ficaram sem a mãe e a avó. O Conselho Tutelar de Passo Fundo já está acompanhando o caso e vai oferecer todo o apoio necessário.

Conforme a coordenadora do Conselho Tutelar microrregião II, Eva Vanderli Miranda, a prioridade é para os familiares ficarem com a guarda das crianças. Os menores possuem tios, padrinhos e outros familiares que podem assumir a guarda e dar todo o suporte que elas precisam nesse momento de luto e dor. A coordenadora explica que o objetivo é sempre deixar as crianças no seu núcleo familiar, mas caso não tenha condições, em últimos casos, elas podem ser encaminhadas para uma casa de acolhimento.

De acordo com Eva, todo o apoio psicológico será ofertado para essas crianças que serão acompanhadas de perto pelo tempo que for necessário.