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Se existisse olho por olho, o mundo estaria cego

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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A vida segue seu rumo, embora nem sempre seja da forma que desejamos ou esperamos. O tempo não tem pressa; é um juiz sábio que não julga imediatamente. Quando não gostamos de alguma coisa ou sofremos alguma injustiça, recorremos à ideia do “destino como justiceiro“. No entanto, isso é só uma maneira de fechar os olhos, para não ver o que não podemos controlar. Esse tipo de comportamento nos tranquiliza e acreditamos que nossa felicidade não corre perigo. Digamos que acreditar em um mundo justo é uma espécie de autoengano que nos leva a ignorar tudo o que nos incomoda.

Em todo caso, existem pessoas maldosas que gostaríamos que recebessem o castigo que merecem, por isso fantasiamos essa ideia de que o mundo é justo. Precisamos e gostamos de acreditar nisso para vivermos com tranquilidade. Nossa mente precisa acreditar que podemos controlar tudo, mas na verdade só podemos controlar uma pequena parte das nossas experiências. Não podemos esperar que coisas boas aconteçam se não agirmos nesse sentido. O que é realmente eficaz é “suar a camisa”, para ter chances de ganhar uma concorrência. Mas, mesmo assim não temos a garantia de nada, nem mesmo sorte.

Por: Raquel Brito

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