Viagens de férias: clientes devem desconfiar de pacotes muito baratos, alerta Balcão do Consumidor
Uma agência de turismo sediada em Casca, distante 66 km de Passo Fundo, está sendo investigada pela polícia, suspeita de estelionato envolvendo a venda de pacotes de turismo. Segundo informações, mais de 50 pessoas de municípios da região, inclusive Passo Fundo, registraram ocorrência contra a empresa alegando que contratos não foram cumpridos. Dentre as cidades com pessoas que registraram, além de Passo Fundo, estão Marau, Serafina Corrêa, Porto Alegre e até mesmo municípios de Santa Catarina.
Em entrevista na Uirapuru, o professor do Direito do Consumidor da Universidade de Passo Fundo (UPF) e integrante do Balcão do Consumidor, professor Dr. Rogério Silva, afirmou que a lei protege as pessoas em casos semelhantes ao de Casca, mas não evita o transtorno que pode comprometer totalmente as férias de quem sofreu os golpes.
O que ele recomenda é ter cuidado em qualquer relação de consumo de viagens, principalmente sobre o que está sendo contratando, de quem está contratando, quais são os seus direitos e o que está sendo atribuído no pacote. Silva ressalta que, ao buscar uma agência de viagens, o cliente deve primeiro verificar uma série de atribuições que tragam conforto no período de férias.
Ele também alerta que o consumidor deve sempre escolher agências confiáveis, com credibilidade e anos de experiência, porque quando a pessoa faz a viagem ela precisa receber todos os vouchers com as passagens de ida e volta, reserva do hotel, transporte, tudo checado antes pelo consumidor.
Dr. Rogério Silva também ressalta que o cliente não pode acreditar em fornecedores que oferecem preços muito baratos e diferentes dos que estão na realidade do mercado. Em casos assim, é preciso desconfiar e verificar inclusive no Procon da cidade, do Estado ou até mesmo no Sistema Nacional de Defesa ao Consumidor para ver se é uma empresa séria.
O professor lembra que, infelizmente, ainda existem mal fornecedores que causam um prejuízo gigantesco no mercado e fazem pessoas correrem risco de perder seu dinheiro, porque a empresa dificilmente ressarcirá o cliente prejudicado.