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Ponto e Contraponto

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Brasília, não é o Brasil

Definitivamente Brasília não é o Brasil. A Capital Federal é um país paralelo que desconhece as agruras do povo brasileiro. O centro-oeste brasileiro é rico, poderoso, o espaço do ganha-ganha e ganha mais quem é amigo do rei. As definições deste país paralelo que rejeita o Brasil da fome, do desemprego, do desmatamento, da má qualidade da educação básica, foram atualizadas com sucesso na votação do orçamento da União para 2022. Estranhamente, um orçamento votado no prazo legal, no ano anterior a sua execução. Pasmem, não porque o Congresso cumpre sua prerrogativa, mas por que ano que vem tem eleição e neste orçamento está o Fundão da Vergonha Eleitoral de quase R$ 5 bilhões, mais do que o dobro do que foi destinado em 2020. Neste mesmo orçamento, o Congresso ainda pedala precatórios, dá uma licença para o governo gastar na ordem de R$ 113 bilhões, garante R$ 16,5 bilhões para emendas do relator (orçamento secreto), e estabelece um salário mínimo de R$ 1,2 mil.

Perversidade

Os deputados federais brasileiros ostentam o maior salário do Planeta. Recebem R$ 33,7 mil, mais que presidente e vice-presidente. O mesmo salário é pago aos Senadores. Além disso, tem uma enxurrada de penduricalhos que vão de auxílio-paletó, aluguel, passagens aéreas, diárias, combustível, tudo pago com dinheiro do povo. Tem à sua disposição um outro orçamento para gerir com o pagamento de assessores. É vantajoso, sob todos os aspectos, ser deputado no Brasil.  Virou profissão hereditária. Quantas famílias políticas comandam seus redutos eleitorais? Será que é para o bem do povo? A obviedade do ‘Não’, nos salta aos olhos e o eleitor precisa começar a refletir sobre esta realidade, sob pena de jamais mudarmos este sistema perverso que contamina a política do país.

Investimento

Prefeito Pedro Almeida (PSD) encerra o primeiro ano do mandato satisfeito com o resultado da gestão e afirmando que o projeto está no caminho certo. Anuncia um pacote de investimentos em obras de infraestrutura para o primeiro semestre de 2022, que incluirá melhoria nas vias públicas e a revitalização de espaços de convivência em bairros e vilas da cidade.

Machismo

O vereador Ernesto dos Santos (PDT) fez um desabafo em forma de repúdio na tribuna da Câmara, nesta segunda-feira. Disse que está profundamente decepcionado com cenas de machismo presenciadas por ele no ambiente interno do Legislativo. Sem citar nomes, contou que deixou de participar de uma reunião de comissão ao presenciar uma discussão entre um vereador e uma vereadora. “Não aguentei, tive que pegar minhas coisa e sair”, disse ao sugeriu que a Comissão de Ética examine o caso. Ele mencionou que o Legislativo levanta a bandeira dos direitos das mulheres, mas a prática tem sido outra. “Eu tenho cinco filhas mulheres e eu jamais vou aceitar que alguém faça para minhas filhas ou alguma mulher da minha família, o que eu vejo que fazem aqui”, disse.

Postura

O presidente Rafael Colussi (DEM) pediu a Ernesto que citasse os nomes, porque isso não representava a postura do Legislativo, que jamais concordaria com qualquer tipo de agressão contra as vereadoras. O vereador Ernesto se colocou à disposição para dar mais informações sobre o ocorrido.

Devolução

A Câmara de Carazinho devolverá aos cofres públicos do município o valor de R$ 300 mil referente ao duodécimo. A informação já foi enviada ao Executivo e decorre da economicidade da Casa referente ao ano de 2021.

Contatos

Patric Cavalcanti intensifica contatos com prefeitos, vereadores e representantes partidários do DEM. Foco para engrossar o PL, partido para onde deve seguir Onyx Lorenzoni, quando abrir janela para mudança de sigla.

 

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