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Polícia

Estelionatários migram para crimes digitais, mas conto do bilhete ainda é comum em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Polícia Civil prende cinco passo-fundenses por conto do bilhete em Pelotas
Polícia Civil prende cinco passo-fundenses por conto do bilhete em Pelotas

Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) apontam que os casos de estelionato no Estado tiveram queda de 23% em outubro na comparação com o mesmo período do ano passado.  No entanto, ao longo de 2021, o número de casos já ultrapassou o total de 2020. De acordo com o Estado, em outubro deste ano foram registrados 5.518 casos de golpes no RS.  No mesmo mês do ano passado, o número foi de 7.166. Passo Fundo amarga o triste título informal de ser matriz do conto do bilhete, um tipo conhecido de estelionato. Os golpistas de Passo Fundo chegaram a criar uma verdadeira escola, onde recrutavam iniciantes e ensinavam as táticas para colocar o crime em prática.  Crime este que se estendeu para outros Estados Brasileiros.

 

A Uirapuru conversou com o Delegado Diogo Ferreira, titular da DRACO, a delegacia especializada neste tipo de crime na cidade.  Em Passo Fundo, no comparativo com o ano anterior, o delegado avaliou que os golpes seguem e até mesmo cresceram na pandemia.  Com as pessoas mais em casa, o contato pessoal para o golpe do bilhete ficou difícil.

 

Os golpistas migraram para o celular e o estelionato por meios digital veio a tona também aqui em Passo Fundo. Sobre o conto do bilhete o delegado disse que a cidade segue infelizmente protagonizando este tipo de crime.  Os bandidos se aproveitam de ser um crime leve, sem prisão duradoura ou que as vezes nem prisão há.  Sabendo disso os bandidos cada vez mais migram para este tipo de crime.  O delegado lembrou que, há bastante conhecidos neste crime, mas também nota-se a presença de novos estelionatários, atraídos pelas penas mais leves deste delito.