Centenas de pessoas ficam sem atendimento na Central de Matrículas de Passo Fundo
Estima-se que mais de 300 pessoas aguardavam desde a madrugada desta segunda-feira (19) em frente a agência do Sine de Passo Fundo, localizada na Avenida Brasil Leste, para um atendimento da Central de Matrículas na rede estadual de educação. Pais buscavam a garantia de uma vaga em uma das escolas da rede. A central existe, pois o Governo do Estadual estipulou que para municípios com mais de 100 mil habitantes, as vagas são centralizadas em uma Central de Matrículas e assim distribuídas.
De acordo com a coordenadora da Central, Rosângela Menegotto somente 60 fichas de atendimento serão distribuídas por dia, a partir de hoje (19) e ficarão disponíveis durante todo o ano. Sem fechar ao meio e abrindo às 8h o atendimento se estende até as 16h30min.
A dona Enedina chegou no local por volta das 5h45min em busca de uma vaga para o primeiro ano do ensino fundamental para sua filha de apenas 06 anos. Contudo, após longa espera, inclusive na chuva a ficha não foi garantida. “Tentei pelo sistema, fui na escola e me informaram que tinha vaga, mandaram vir aqui na central de vagas. Eles distribuíram 60 fichas e eu não consegui nenhuma”, revelou.
Assim como Enedina, a moradora Elisa chegou no local por volta das 6h e também não conseguiu a vaga. “Bom para começo de conversa é uma vergonha, porque quase 400 pessoas na fila para 60 fichas. Cheguei aqui às 06 horas da manhã com uma criança no colo esperando por uma vaga e a gente chegar a essa situação” relata Elisa.
Conforme a coordenadora, as pessoas que estavam no local haviam perdido o prazo para inscrições que tinha iniciado ainda em 2017. “Eles tinham de 09 de novembro até o dia 26 de janeiro para fazer a primeira inscrição para o 1°ano do Ensino Médio e 1° ano do Ensino Fundamental. Como não foi feito, agora eles estão pleiteando uma escola, para ver se conseguem uma vaga na rede pública estadual”, explicou Rosângela.
Durante entrevista para a Rádio Uirapuru, a coordenadora ressaltou que as pessoas que são atendidas já saem do local com a designação da escola. “A partir de hoje quem vem, já vai sair com uma vaga e a designação da escola. Nós vamos dar uma vaga numa escola que talvez não atenda a prioridade e próxima a residência. Depois ele pode pleitear uma transferência, não é impossível”, salintou.