Bem-aventurados os que sabem perdoar, pois serão pessoas livres
Primeiramente, devemos retirar o perdão do patamar das coisas inacessíveis, colocando-o ao nosso alcance no dia a dia. Se fosse algo impossível e difícil de conseguir, Jesus não o teria trazido até nós.
Ele colocou ao nosso alcance.
Joanna de Ângelis, mentora espiritual de Divaldo Pereira Franco, compara a ofensa a uma pedra que recebemos: “Se alguém lhe atirasse uma pedra, o que você faria com ela? Você a ajuntaria e guardaria para atirar no seu agressor no momento oportuno ou jogaria fora?”.
GUARDAR A PEDRA, OU SEJA, GUARDAR A OFENSA SERIA CONVIVER COM NOSSO AGRESSOR DENTRO DE NÓS, JUNTAMENTE COM AS MÁGOAS E COM OS PLANOS DE VINGANÇA.
Para se ter uma ideia, imagine se guardássemos a pedra no bolso de nosso camisa. E se a pedra for muito pesada? Quanto desconforto e o incomodo que teremos que carregar. Assim é com as ofensas que guardamos.
Antes de Jesus, este tema do perdão não tinha recebido nenhum destaque. O perdão para Jesus é um ensinamento singelo e importante. Ele sabia dos inúmeros problemas que o ressentimento pode produzir na alma humana.
Nos tornamos escravos destes sentimentos negativos, enquanto o perdão é a nossa libertação, ele nos faz livres.
Estamos migrando para um mundo de regeneração, e os eleitos terão que ter em seu comportamento uma certa pureza espiritual. E como ser puro guardando ressentimentos e desejos de vingança?
Um passo importante para iniciarmos a caminhada até o perdão, é procurar compreender o nosso agressor.
Quem agride é uma pessoa frágil, insegura e infeliz. É alguém que precisa de ajuda. Afinal todos nós cometemos erros.
Tem um ensinamento de Jesus que é muito interessante: “deixai a vossa oferenda junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão, depois, então voltai a apresentá-la”. Não se pode ir até o Pai carregando sentimentos impuros, como raiva, ressentimento. Vamos eliminar todo o mal pensamento e sentimento que temos contra as pessoas que querem nos prejudicar.
PRECISAMOS APRENDER A FAZER AOS OUTROS, AQUILO QUE QUEREMOS QUE OS OUTROS FAÇAM PARA NÓS.
Agora vamos imaginar o momento de nossa volta ao Plano Espiritual, quando se encerrar nossas atividades no mundo terreno. Como queremos voltar? Carregando raiva e com apego às pessoas que queremos mal?
Não seria melhor irmos embora como um pássaro livre, para alcançar um voo tranquilo e leve, não tendo ninguém segurando nossos pés?
Quem pretende crescer espiritualmente não deve carregar mágoas no coração. Afinal, aqueles que perdoam são pessoas livres!