Diretor de CFC avalia comportamento do motociclista como principal fator de acidentes e pede direção defensiva
Por dia, 782 acidentes envolvendo motociclistas acontecem no trânsito brasileiro. Os dados alarmantes são do Relatório Anual de 2017 da Seguradora Líder e comprovam: os motociclistas são as maiores vítimas do trânsito.
Apesar de representarem apenas 27% da frota nacional, as motos acumularam 285.662 sinistros ou 74% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT ao longo de 2017.
E o mais grave disso, que afeta diretamente Passo Fundo, é que as vítimas de acidentes são, em sua maioria, jovens entre 18 a 34 anos, faixa etária considerada economicamente ativa. Essa faixa etária concentrou 52% dos acidentes fatais e 54% dos acidentes com sequelas permanentes durante o período no país. O assunto foi tema do programa Emoção, Afeto e comportamento na Rádio Uirapuru durante esta semana.
Para o diretor de ensino do CFC Autotec, Antônio Carlos dos Santos, muitas vezes é o piloto que faz da moto algo perigoso. Como se trata de um veículo em que as lesões são maiores do que com um acidente com carro, é preciso dirigir de forma defensiva.
Respeitar os limites de velocidade, não costurar o trânsito e ser visto são ações que podem diminuir os acidentes. Para o motorista do carro é preciso igual atenção, prevendo que um motociclista pode surgir em um ponto cego.
De acordo com dados do Portal do Trânsito, 88% das indenizações por morte em acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino. O alerta fica para o público masculino, que vem sendo a maioria das vítimas. No caso de acidentes que resultaram em sequelas permanentes, 79% das indenizações também foram para vítimas do mesmo sexo.