Metaverso: nada pode substituir o convívio presencial, afirma psiquiatra
Mark Zuckerberg, presidente da empresa Meta, que é dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, revelou recentemente o sonho de ter seu próprio “Metaverso”, que é um ambiente virtual em três dimensões. Essa é a promessa de uma nova realidade no mundo virtual, onde existirá toda uma outra vida em jogos digitais com várias questões associadas a cidades da web.
No entanto, ao mesmo tempo que esse “novo mundo” encanta, gera grande preocupação com as gerações mais novas, que poderão passar a viver mais no virtual que no real.
Em entrevista na Uirapuru, o psiquiatra Dr. Rogério Riffel, lembrou que a evolução da tecnologia já teve diversas consequências positivas na sociedade. No período inicial da pandemia, por exemplo, ele conta que as pessoas estavam isoladas, sofrendo, solitárias e a tecnologia serviu como auxílio importante para a manutenção da vida social.
Porém, Riffel afirma que, ao mesmo tempo, a psiquiatria já tem conhecimento de algumas situações clínicas de dependência tecnológica e dificuldades de relacionamento social fora da internet. Ele explica que isso é identificado como uma patologia vinculada ao excesso de utilização dos meios tecnológicos, o que acaba distanciando muitas pessoas da realidade.
O psiquiatra ressalta que o ser humano deve aproveitar os benefícios da tecnologia, mas sem esquecer que somos seres sociais, que precisamos do convívio presencial. Ele diz que o contato olho no olho, a vivência e o toque humano faz parte das necessidades vitais das pessoas e é insubstituível.
Riffel afirma que o Metaverso está cada vez mais presente na vida dos seres humanos, principalmente adolescentes, e pais já começam a demonstrar preocupação, porque a falta de percepção do que é realidade ou não pode passar dos limites e interferir na vida familiar.
O psiquiatra destaca que, mesmo que o mundo virtual seja de tranquilidade e transpareça uma vida perfeita, nada pode substituir a relação presencial, essencial para nossa existência.