Em discurso, presidente da Cotrijal faz reivindicações para o setor agrícola do Estado
A Expodireto Cotrijal é oportunidade para fechar negócios, mas também é o momento do setor para reforçar as suas reivindicações aos governos estadual e federal. Nessa edição elas devem ganhar mais peso por ser um ano eleitoral, com a presença de muita autoridades que vão tentar a reeleição em outubro. Em feiras passadas avançaram-se os debates sobre securitização, transgênicos e indígenas.
Em seu discurso na abertura da Expodireto Cotrijal 2018, o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, destacou as potencialidades do agronegócio, enfatizando que é o setor que mais sustenta o país, com mais de R$ 85 bilhões no ano passado. Mas também chamou atenção para as dificuldades da classe. Os insumos e custos de energia e de combustível subiram muito mais do que a inflação, com grandes prejuízos para as cadeias do leite, do trigo e do arroz.
Mânica fez um apelo aos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria do Governo, Carlos Marun, para que o Funrural seja rediscutido. O objetivo é de que o passivo seja zerado e aqueles que pagaram sejam compensados nos próximos cinco anos com descontos em cima do que for recolhido. Disse que isso representa justiça para o setor produtivo e se o governo não fizer é porque não reconhece a verdadeira importância do produtor.
Frisou que no metal mecânico também há dificuldades nos programas de financiamento. A nível estadual destacou que a rodovia Não-Me-Toque a Carazinho está boa, mas faltam ainda alargamento e recapeamento. Disse que o mundo está olhando para a classe e o que for feito pelo produtor ficará conhecido na história.