Ponto e Contraponto
Dois palanques
O senador Luiz Carlos Heinze (PP) disse a esta colunista que não há espaço para dois palanques à reeleição do presidente Jair Bolsonaro, no Rio Grande do Sul. Heinze não abrirá mão da candidatura ao governo do Estado, como fez em 2018. “Me puxaram o tapete uma vez, não vão me puxar outra”. Mas, Onyx Lorenzoni, que ainda precisa definir o futuro partidário, também quer ser candidato. Os dois já conversaram a respeito e entendem que não é positivo esta divisão de palanques, mas ainda precisam entrar num entendimento. Heinze diz que já trabalhou com Bolsonaro, inclusive rompeu com o PP por conta disso, e espera ter o apoio do presidente para sua candidatura. Não é diferente no caso do Onyx, que tem se mostrado fiel escudeiro do presidente. A possibilidade é de que os dois possam se unir no mesmo palanque. Há espaço para a candidatura a vice e para o Senado, que parece agradar Onyx.
Desistência
Fonte do PDT indica que Romildo Bolzan já desistiu de ser pré-candidato do partido ao governo do Estado. A má fase na gestão do Grêmio não são propícias ao dirigente, que era a aposta dos trabalhistas. Surge o nome do ex-deputado e promotor de Justiça Vieira da Cunha como uma alternativa. Mas, também, não está descartada uma aliança com o PSB de Beto Albuquerque. O PDT poderia indicar o nome do vice.
Processo seletivo
O Novo é o único partido no país que não utiliza recursos públicos para sua manutenção e nem para campanhas eleitorais. E os candidatos são definidos a partir de uma seleção que tem de quatro a cinco etapas. Foi assim o cientista político Luiz Felipe D´Ávila, anunciado pré-candidato à Presidência da República esta semana. No Estado, o processo é o mesmo. E, em Passo Fundo, já há interessados em fazer a seleção para candidaturas a deputado estadual e federal. Só ao final do processo com a aprovação, os nomes são divulgados.
Pedaladas
Pedalada fiscal foi o motivo pelo qual a ex-presidente Dilma Roussef sofreu impeachment em 2016. No governo de Jair Bolsonaro, a pedalada fiscal começa a ser constitucionalizada pela Câmara de Deputados, para garantir o futuro eleitoral de Bolsonaro que terá R$ 91 bilhões nas mãos em um ano eleitoral. Dinheiro que será usado para pagar R$ 400 do Auxílio Brasil, no próximo ano. Em troca, deputados garantem suas emendas secretas, alegando ser tudo em nome dos pobres.
Em tempo
A PEC dos precatórios que oficializa a pedalada, estourando o teto de gastos precisa passar pelo segundo turno na Câmara e no Senado em dois turnos.
Ciro Gomes fora?
Por conta do apoio da bancada do PDT na aprovação em primeiro turno da PEC, Ciro Gomes suspendeu a pré-candidatura à Presidência. Em síntese, o partido não pode ter um discurso e fazer outra coisa. Mas, será que vinga a ameaça Ciro?
Votos
Pompeu de Mattos foi o único do PDT gaúcho que votou contra a PEC. Marlon Santos esteve ausente e Afonso Motta votou com o governo.
Tabuleiro
Nomes que se colocam no tabuleiro eleitoral de 2022 com perspectiva de terceira via: senadora Simone Tebet (MDB) senador Rodrigo Pacheco (PSD), senador Alessandro Vieira (Cidadania) Henrique Mandeta (União Brasil), Sérgio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e Luiz Felipe D´Ávila (Novo). O PSDB definirá o pré-candidato neste mês.