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Saúde

Ainda estamos em fase de testes da vacina contra a covid-19, destaca médico

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Durante uma coletiva de imprensa realizada na última semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo brasileiro está em tratativas avançadas para aquisição de novas doses de vacinas contra a covid-19. Também afirmou que a vacinação será por faixa etária e não mais por grupos de risco, porque agora há doses suficientes para toda a população, ao contrário do início da vacinação.

Ainda, ele ressaltou que o governo já tem previsto um planejamento, onde pessoas entre 18 e 60 anos receberão apenas uma dose em 2022, enquanto duas doses serão somente para casos de novos públicos que ainda não foram imunizados.

Em entrevista na Uirapuru, o proprietário da Oficina de Vacinas, Dr. Wilson Vieira Marques, declarou que essa declaração do ministro pode mudar em seis meses, já que não temos estudos complementares sobre a imunização contra o coronavírus.

De acordo com ele, as vacinas foram elaboradas com uma rapidez muito grande, que não deixou tempo suficiente para testes que mostrem em quanto tempo teremos que nos vacinar, o nível de anticorpos um ano depois da imunização e qual tipo de proteção elas causam. Segundo Wilson Vieira Marques, um acompanhamento mais amplo e a evolução dos pós-vacinados poderão ditar as condutas daqui para frente.

A terceira dose, por exemplo, é um experimento que estamos passando, fazendo com que o mundo ainda esteja em fase de testes, já que a pressa pela imunização pediu isso.

Para o futuro, o médico afirma que teremos diversos tipos de vacina. Hoje mais de 120 laboratórios estão produzindo imunizantes diferentes, até mesmo de forma nasal ou com gotas na boca.

No universo das clínicas particulares, o proprietário da Oficina de Vacinas acha que não estamos muito longe de termos vacinas disponíveis. Ele acredita que após todos os países imunizarem acima dos 75% da população, não será mais necessário distribuir vacina a granel e as clínicas vão começar a adquiri-las, acelerando assim a imunização.

O médico ainda afirma que apenas uma dose da vacina poderá ser pouco, dependendo da variante do vírus e da capacidade do imunizante em produzir anticorpos.