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Política

Deputado Rui Irigaray será ouvido na Comissão de Ética da AL, na próxima semana

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Está marcado para a próxima segunda-feira, a portas fechadas, o depoimento do deputado estadual Ruy Irigaray (PSL) na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa. A Comissão abriu processo contra o parlamentar por suspeita de usar assessores para a realização de serviços pessoais entre outras denúncias. O processo pode terminar na cassação do mandato do político.

O depoimento de Irigaray aconteceria no começo de setembro, mas um pedido da defesa foi adiado sob alegação de que ainda faltava chegar o resultado de uma perícia solicitada pelo Ministério Público Estadual, que também investiga o caso.

A Comissão já ouviu as testemunhas que foram arroladas tanto por ex-assessores que denunciaram o parlamentar, quanto pelo próprio deputado, todos a portas fechadas.

Depois do depoimento de Irigaray, o relator da Comissão, Beto Fantinel (MDB) tem cinco sessões ordinárias para apresentar o parecer. Se a comissão decidir pela inocência do parlamentar, o processo é arquivado. Se decidir por alguma medida punitiva, como a cassação do mandato, a decisão será tomada pelo plenário da AL.

Em maio, o corregedor da Comissão, deputado Tiago Simon (MDB) apontou que os ex-assessores do deputado Ruy Irigaray (PSL) “atuaram em atividades não relacionadas ao mandato, o que, em tese, configura emprego de servidores públicos comissionados em desvio de função”. O corregedor pediu como sanção a perda do mandato de Irigaray.

O caso

Em fevereiro deste ano, a assessora Cristina Nerbas relatou suposto esquema de rachadinha no gabinete do deputado. Além disso, que o parlamentar utilizava de assessores contratados pelo gabinete para fazer serviços particulares, como uma obra na casa da sogra. Ao processo foram juntados registros em fotos, vídeos e mensagens de celular mostram que uma das assessoras trabalhou como babá e até empregada doméstica da família, enquanto deveria estar a serviço do gabinete.

A Comissão de Ética designou os seguintes parlamentares para comandar o processo ético: Beto Fantinel (MDB),  relator; Mateus Wesp (PSDB), como revisor, e Dalciso Oliveira (PSB), vogal.