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Economia

Taxa Selic elevada deve mudar forma de consumo dos passo-fundenses, avalia presidente do Sindilojas

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Taxa Selic elevada deve mudar forma de consumo dos passo-fundenses, avalia presidente do Sindilojas
Taxa Selic elevada deve mudar forma de consumo dos passo-fundenses, avalia presidente do Sindilojas

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou nesta semana, pela quinta vez consecutiva a taxa básica de juros. A Selic passou de 5,25% para 6,25% ao ano. Em pesquisa efetuada pelo BC na última semana com mais de cem instituições financeiras, analistas do mercado financeiro projetaram que a taxa Selic continuará avançando nos próximos meses e deve fechar o ano de 2021 a 8,25%.

O principal instrumento do Banco Central para conter a propagação da alta de preços é a taxa básica de juros, que é definida com base no sistema de metas de inflação. Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic, e a reduz quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas. O objetivo é frear o consumo da população, pois quando os juros estão altos, as pessoas evitam fazer dívidas.

De acordo com a presidente do Sindilojas, Sueli Marini, a taxa Selic elevada traz uma série de restrições e deve frear a produção e a retomada da economia, principalmente neste ano e no primeiro semestre de 2022. A presidente explica que a taxa de juros mais alta acaba impactando em todos os setores, pois desde de a indústria, o empresário e os clientes, todos utilizam do crédito para realizar compras.

Conforme Sueli, é necessário ajustar a inflação o quanto antes para evitar uma disparada de preços ainda maior e esse é o papel do Banco Central. O empresário precisa ficar atento a essas mudanças e preparado para enfrentar períodos difíceis pela frente. Sueli avalia que a recuperação total da crise econômica deve levar cerda de uma década.

Conforme a presidente do Sindilojas, a família deve ter um conhecimento financeiro dela própria. Saber quanto ganha, quanto é preciso para suas necessidades essenciais e quanto pode ser destinado para o consumo de outros produtos. Desse modo, a educação financeira é muito importante. Sueli frisa que não adianta os lojistas vender um monte de produto e depois não receber, por isso é necessário ter essa atenção também.

A presidente do Sindilojas finaliza projetando o final do ano. Segundo ela, a expectativa era grande para os últimos meses, no entanto agora a previsão é de queda, pois o consumidor está com um custo de vida muito elevado. Mesmo assim, quem realizar compras a partir de agora, devem focar naqueles produtos que as parcelas não tem juros.