Venda de carne e produtos de origem animal deve ser normalizada em breve na Feira do Produtor
Os produtores que comercializam produtos de origem animal na Feira do Produtor de Passo Fundo precisam se enquadrar em uma série de exigências para expor o produto no balcão. Quem trabalha com a venda de carne, salame, linguiça e outros produtos de origem animal devem embalar os itens de uma forma padrão, etiquetar com todas as informações, manter refrigerado, entre outras normas impostas pela vigilância sanitária do município.
Recentemente aconteceram fiscalizações no local e produtos que estavam irregulares foram apreendidos. O fato causou revolta em alguns produtores, que estão falando até mesmo em deixar a feira. Conforme o presidente da Feira do Produtor, Mércio Michel, ele foi notificado ainda no final do ano passado que as fiscalizações seriam ampliadas, pois alguns produtos estavam irregulares.
Michel entregou uma cópia da notificação para todos os produtores durante uma assembleia e informou a todos as regras vigentes e as adaptações que precisavam ser feitas. De acordo com o presidente, as apreensões que ocorreram foram pontuais e de alguns produtores. Esses produtores deixaram de expor desde então. Michel informou que nesta semana ocorreu uma audiência na Promotoria Pública com todos os feirantes para informar mais uma vez as exigências sanitárias.
O presidente ressaltou que agora a responsabilidade é de cada feirante, que precisa atentar as regras e seguir o que a Vigilância Sanitária solicita para vender os produtos. De acordo com Michel, na próxima semana ele vai se reunir com a prefeitura e representantes da Vigilância Sanitária para analisar o que pode ser feito para que esses feirantes que saíram possam retornar ou abrir a vaga para outros interessados para que a carne volte a ser comercializada.
O secretário do Interior, Cristian Thans, falou sobre esse assunto recentemente na Uirapuru:
A Uirapuru foi procurada por alguns produtores que expõe seus alimentos na Feira do Produtor e estes informaram que estão sofrendo com a fiscalização por parte do município. Sabemos que existem regras a serem cumpridas, até pela segurança alimentar de quem compra.
Conforme o secretário de Interior, Cristian Thans, a pasta junto com a Secretaria de Saúde, através da Vigilância Sanitária, realiza um trabalho de fiscalização rotineira. Na ação realizada no último sábado, a Vigilância verificou que alguns produtos não tinham selos e nem comprovação de origem e procedência, por isso houve a apreensão substancial.
Thans lembrou que a Feira do Produtor é destinada para que agricultores comercializem produtos produzidos artesanalmente. Portanto é proibido vender produtos de origem terceirada. Na abordagem feita no último sábado, foi identificado produtos que não são produzidos de forma artesanal, além disso estavam sem comprovação de origem.
Os produtos apreendidos são de pessoas que tem uma certa recorrência nesse tipo de situação. Thans destaca que são pessoas que sabem como a feira deve funcionar e por algum motivo não seguem o que é determinado pelo município. Ele esclarece que o objetivo da fiscalização é garantir a segurança alimentar da população e a segurança dos próprios produtores.
O agricultor que vai industrializar algo, deve procurar órgãos que o habilite para isso, orienta Thans. Não é uma novidade, as pessoas que querem trabalhar com alimento e produção derivados do animal tem que se adequar ao sistema de inspeção municipal, pois se não for desta forma, não será possível vender. Se não tiver a chancela do sistema de vigilância do município não é possível vender, mesmo que os produtos estejam em bom estado.
A fiscalização da Vigilância Sanitária é permanente e também acontece nas agroindústrias.