Permanência do jovem no campo é essencial para a produção de alimentos no futuro
No pavilhão da Agricultura Familiar da 44° edição da Expointer os visitantes encontram diversos estandes interessantes, ligados ao interior e meio rural. Um deles é o da Escola Família Agrícola de Vale do Sol, a EFASOL.
Em entrevista na Uirapuru, o professor Régis Solano destacou que a escola tradicionalmente apresenta suas atividades na feira, mostrando experiências do campo e divulgando o que a EFASOL faz com a juventude na agricultura. Segundo Solano, a escola tem ensino médio técnico em agricultura, onde o jovem estuda, depois faz estágio e se forma em técnico agricultor.
O objetivo da EFASOL é fazer com que a juventude permaneça no campo e siga alimentando a nação, demonstrando a importância da agricultura, mesmo em um contexto difícil como foi o da pandemia. A ideia é despertar no jovem o prazer em continuar no campo aplicando conhecimentos, algo de suma importância, sobretudo na agricultura familiar.
Solano destaca que 82% dos egressos da EFASOL depois de formados continuam nas propriedades rurais de suas famílias produzindo. Isso é algo fundamental para que não ocorra um colapso na produção de alimentos no futuro.
De acordo com o professor, a abrangência das escolas agrícolas atinge 16 municípios gaúchos e elas estão espalhadas pelos quatro cantos do Estado.